Publicidade

Correio Braziliense

Chuvas atingem 77% do previsto para o mês de novembro

Precipitações causaram grandes transtornos Samambaia e Vicente Pires. Previsão é de mais tempestade nos próximos dias


postado em 21/11/2019 17:57 / atualizado em 21/11/2019 20:11

Um mutirão de obras da Administração de Vicente Pires tenta revitalizar bueiros para ajudar no escoamento de água (foto: Lis Cappi/CB/D.A Press)
Um mutirão de obras da Administração de Vicente Pires tenta revitalizar bueiros para ajudar no escoamento de água (foto: Lis Cappi/CB/D.A Press)
Nos últimos dias, o Distrito Federal registrou fortes chuvas. As precipitações correspondem a 77% do total de 226.9mm previsto para o mês de novembro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O resultado das tempestades têm sido ruas alagadas, lama e impactos no trânsito. A previsão para hoje é de mais chuva. O tempo permanece nublado a encoberto, com pancadas e trovoadas isoladas. 

A chuva pode ser boa para os reservatórios do DF, mas grande parte da população teme os estragos. Em Vicente Pires, por exemplo, chuva se tornou sinônimo de preocupação. A representante comercial Alexandra Galeno, 39 anos, conta os transtornos com o temporal da última quarta-feira. “Parecia um dilúvio. Por volta de 17h30, os carros não passavam. Foi horrível. Muita chuva, muita água, enxurrada, muito lama e tudo escuro”, comenta a moradora, que ficou presa no trânsito.
 
A dona de casa Patrícia Ribeiro, 41, mora na cidade desde 2003, e não sai de casa quando há precipitações. “Vira uma cachoeira, a água volta toda para a EPTG, trazendo asfalto, pedra e terra. Agora colocaram asfalto, mas ainda falta a implantação de bocas de lobo, não melhorou nada”, diz.
 
Fernando Souza, 55, ressalta que a Rua 3 alaga mesmo quando as chuvas são fracas, e que a situação tem trazido prejuízo ao comércio da avenida por dificultar a ida de clientes às lojas. “Quando a chuva é forte, fica intransitável. É uma avenida principal, que liga a Estrutural à EPTG, com comércio por toda a parte. Poderia ser um ponto de acesso, mas todos evitam passar por aqui”, relata.

 
 

Obras em Vicente Pires

O empresário Volteir Oliveira, 59, reforça o impacto da chuva sob as obras de pavimentação, e conta que o trabalho da Travessa 4 foi perdido após o temporal de quarta-feira (20/11). “A rua estava pronta para ser asfaltada, estava toda completa desde cima, e, agora, foi tudo embora. Estão jogando fora todo o material. Um material caro, que não perderia se estivesse asfaltado”, diz.

A Secretaria de Obras informou, em nota, que as obras estão dentro do cronograma estabelecido e os serviços devem ser concluídos em 2020. “Até o final do ano alcançaremos a marca de 70% dos serviços previstos em contrato concluídos. Os serviços de pavimentação serão reduzidos, em função das chuvas, e a meta é focar nos trabalhos de drenagem”, informa.
 
A pasta afirma, ainda, que toda a cidade está em obras, e que as ruas 3 e 8 estão em fase de conclusão da rede de drenagem: “Em poucos dias o sistema entrará em funcionamento e essas ‘cachoeiras’ que correm pelas ruas serão coisa do passado”.
 

Mais estragos em Samambaia

Uma moto foi levada pela enxurrada em Samambaia(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Uma moto foi levada pela enxurrada em Samambaia (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Os estragos não ficaram apenas em Vicente Pires. Em Samambaia, parte do muro do prédio da Administração Regional da cidade foi levado pela enxurrada. “Logo após o ocorrido, as equipes da administração compareceram ao local para avaliar o dano e imediatamente tomou as providências”, informou a instituição, em nota. 
 
Ainda próximo à Samambaia, uma moto ficou soterrada em um processo erosivo, que se iniciou às margens da BR-060, sentido Goiânia. A Defesa Civil, afirmou que “notificou a concessionária responsável pela rodovia para que seja iniciado o trabalho de recuperação da área afetada”. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB) também foram notificadas pela pasta, devido a tubulações no local afetado. 
 
A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF). A corporação também atuou em um esgotamento em creche de Samambaia Sul, na QS 127. Os militares informaram que a água foi escoada naturalmente. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade