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Correio Braziliense

Velório de vigilante esquartejado é marcado por lágrimas e indignação

Cerca de 100 pessoas se reuniram no Cemitério Campo da Esperança para dar o último adeus a Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, morto em 9 de novembro


postado em 22/11/2019 14:50 / atualizado em 22/11/2019 15:53

O corpo do vigilante chegou ao cemitério por volta das 14h13, em caixão fechado(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
O corpo do vigilante chegou ao cemitério por volta das 14h13, em caixão fechado (foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
 

Lágrimas, abraços de consolação e indignação marcaram o sepultamento de Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos. O vigilante foi morto em 9 de novembro, após sair do trabalho, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Cerca de 100 pessoas, entre familiares e amigos, se reuniram no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, para dar o último adeus e prestar homenagens ao homem.

 

A família optou por não fazer o velório e, sim, uma breve cerimônia de despedida, que começou às 13h40 e durou cerca de 15 minutos. Na frente da tenda, onde o corpo foi sepultado, parentes posicionaram uma faixa com a mensagem: “Obrigada por ser luz em nossas vidas, Marcos Aurélio.” O corpo do vigilante chegou ao cemitério por volta das 14h13, em caixão fechado.

 

O vendedor Fernando Santos, 28, era amigo de Marcos havia 15 anos. Os dois frequentavam a Paróquia Santo Inácio de Loiola, em Samambaia Sul, e se conheceram lá. “Ele vai ficar marcado para sempre em nossas vidas. Era um homem de muito respeito, não só dentro da igreja, mas fora também. Vivenciamos uma tragédia sem tamanho, e isso só fortalece o conceito de que o ser humano está perdendo o amor, a noção do mundo. Não imaginamos que o fim seria dessa maneira”, lamentou.

Velório contou com cerca de 100 pessoas, no Cemitério Campo da Esperança(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
Velório contou com cerca de 100 pessoas, no Cemitério Campo da Esperança (foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)

A todo instante, Sônia Maria Rodrigues de Almeida, 56, mãe de Marcos, ficou ao lado do caixão do filho. Acompanhada pela filha, Sônia gritava e dizia: "Não quero enterrar meu filho. Marcos, porque você fez isso comigo? Que maldade fizeram com você?", exclamava. 

 

A assistente administrativo Ilca Costa, 30, também era amigo de Marcos e veio prestar as últimas homenagens ao vigilante. "Não exisitia uma pessoa mais trabalhadora do que ele. Um bom filho, obediente e trabalhador. É uma grande perda", afirmou. 

 

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