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Correio Braziliense

Protesto: mulheres se reúnem em caminhada pelo fim da violência

O ato faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Organizadores orientam participantes do ato a vestir camiseta laranja


postado em 03/12/2019 11:20 / atualizado em 04/12/2019 10:33

Um dos atos do movimento aconteceu em frente ao Congresso Nacional e lembro vítimas de violência contra a mulher (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Um dos atos do movimento aconteceu em frente ao Congresso Nacional e lembro vítimas de violência contra a mulher (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
A luta pela erradicação da violência contra a mulher terá um ato no Distrito Federal neste domingo (8/12). É a 1ª Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres, marcada para começar às 6h30, no Complexo Cultural da Funarte. O protesto acontecerá simultaneamente em diversos pontos do Brasil e em outros países. Ao todo, 20 cidades participam da mobilização.  

A ação é organizada pelo Grupo Mulheres do Brasil e faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, uma campanha global da sociedade civil em torno desse tema. No Brasil, a mobilização começou em 20 de novembro, no Dia Nacional da Consciência Negra, pois, no país mulheres negras são as vítimas mais recorrentes de violência.  
 
No Distrito Federal, o número de feminicídios (Entenda o que é Feminicídio abaixo) ocorridos em 2019 ultrapassou a quantidade de registros do ano passado. Este ano, 32 mulheres foram vítimas desse tipo de crime. O número é 14% maior do que em 2018, quando ocorreram 28 casos. Além disso, o total é o maior registrado na capital desde 2015, quando a tipificação passou a existir. 

De acordo com as organizadoras, no Brasil uma mulher é morta a cada duas horas e um estupro acontece a cada 11 minutos. A ideia da caminhada é justamente denunciar esse tipo de violência no país e pedir um basta. A organização orienta que todas usem camisetas laranja, que simboliza os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Empresas privadas e órgãos locais, como a PCDF e a OAB, apoiam a caminhada. Além disso, jornalistas, autoridades e artistas também participam de forma voluntária.

 

Programação 

Caminhada Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 
 
6h30  
Credenciamento e concentração na tenda do Grupo Mulheres do Brasil 
 
7h 
Largada da caminhada no circuito das estações Adidas etapa verão 
 
8h 
Atendimento da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher Móvel (Deam) e roda de conversa sobre o tema do ato. Participam da roda de conversa Sandra Melo, delegada chefe da Deam, Selma Carmona, presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB-DF e Andrea Costa, líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulher do Grupo Mulheres do Brasil.
 
10h 
Encerramento 
 

Serviço 

Data: 8 de dezembro 
Horário: concentração a partir das 6h30 
Local: Esplanada dos Ministérios 
Endereço: Setor Cultural Sul, Lote 2, Asa Sul, em frente ao Museu Nacional da República  
Inscrições: http://abre.ai/caminhadagmb 
Percurso: Circuito de Corridas Adidas – Estação Verão 


Entenda o que é Feminicídio

Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação, é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.

Você sabe quais são os tipos de violência contra mulher?
 
Nem todos sabem, mas a violência contra a mulher vai muito além de agressões, estupros e assassinatos. A Lei Maria da Penha sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica.

Além das violências físicas mais conhecidas como as agressões, estão também enquadradas na primeira categoria ações como atirar objetos com a intenção de machucar a mulher, apertar os braços, sacudi-la e segurá-la com força.

A violência moral está atrelada ao constrangimento que o agressor pode causar a vítima como expor a vida íntima do casal para outras pessoas e o vazamento de fotos íntimas na Internet. Calúnias, difamação ou injúria também fazem parte desse tipo de violência.

Diferentemente do que muitos podem pensar, a violência sexual não se resume a forçar uma relação íntim. Obrigar a mulher a fazer atos que a causem desconforto, impedi-la de usar métodos contraceptivos, ou a abortar, também são considerados formas de opressão.
 
Controlar os bens , guardar ou tirar dinheiro sem autorização da mesma, e causar danos de propósito em objetos são alguns exemplos de violência patrimonial.

Por fim, a violência psicológica consiste em diminuir a autoestima da mulher, sendo com humilhações, xingamentos, desvalorização moral que implicam em violência emocional. Tirar direitos de decisão e restringir liberdade também fazem parte da última categoria.
Fonte: Agência Patrícia Galvão  

Precisa de ajuda? 

Saiba onde conseguir em atendimento, caso esteja em situação de violência: 
  
Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul - Asa Sul
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar**
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350 

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