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Correio Braziliense

Polícia indicia professor por aula com conteúdos obscenos no CEF 104 Norte

PCDF ouviu alunos, pais, diretoria da escola e o professor durante a investigação do caso, que segue para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)


postado em 03/12/2019 15:38 / atualizado em 03/12/2019 15:40

Docente escreveu termos como
Docente escreveu termos como "boquete" e "69" na lousa (foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil (PCDF) concluiu, nesta segunda-feira (2/11), inquérito sobre Wendel Santana, 25 anos, professor de português do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104 Norte, que deu aula com conteúdos obscenos, como “boquete” e “69”, aos alunos da escola. A PCDF ouviu alunos, pais, diretoria da escola e o professor durante a investigação do caso.

Wendel foi indiciado pela PCDF por submeter crianças a vexame ou a constrangimento, crime previsto no Artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena que vai de seis meses a dois anos de prisão

O caso segue para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que analisará o inquérito da Polícia Civil para tomar as medidas cabíveis. O MPDFT pode solicitar novas apurações à PCDF, denunciar Wendel Santana à Justiça, ou pedir o arquivamento do caso. 

Entenda 

Em novembro, Wendel Santana, 25 anos, professor temporário de português do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104 Norte foi denunciado após lecionar conteúdos obscenos para alunos do 6° ano.
 
O docente, que deu aulas na instituição de ensino por 20 dias para substituir um outro professor, chegou a escrever, no quadro, instruções para uma redação: “Escrever sobre polidez e transformações afetivo-sexuais na adolescência. Sexo oral, penetração e preliminares”, dizia um dos textos escritos na lousa. 
 
Na ocasião, o docente teria convidado, ainda, uma menina e um menino para ir à frente da classe para explicar como seria o toque nos órgãos genitais.

O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Conforme a ocorrência, as crianças ficaram assustadas e algumas até se recusaram a assistir à aula. 

A Secretaria de Educação do Distrito Federal suspendeu o contrato com o professor e abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra ele.

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