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Correio Braziliense

Morre Divino Alves, diagramador do Correio há 25 anos

Funcionário do Correio Braziliense desde 1994 e dono do jornal O Grito, Divino Alves, faleceu na tarde desta quarta-feira (4/12)


postado em 04/12/2019 21:27 / atualizado em 05/12/2019 10:20

Aos 63 anos e mesmo aposentado, o diagramador Divino Alves continuava trabalhando por amor a profissão(foto: Marcelo Ramos/CB/D.A Press)
Aos 63 anos e mesmo aposentado, o diagramador Divino Alves continuava trabalhando por amor a profissão (foto: Marcelo Ramos/CB/D.A Press)
O jornalismo brasiliense perdeu nesta quarta-feira (4/12) um dos seus maiores entusiastas. O diagramador do Correio Braziliense Divino Alves, 63 anos, faleceu após parada cardíaca. Funcionário do jornal há 25 anos, Divino era referência profissional para a equipe de diagramadores e exemplo de ser humano para os colegas da redação. Ele deixa dois filhos, Diego Alves, 31, e Vanessa Alves, 24. 

Na terça-feira (3/12), antes de realizar sessão de hemodiálise Divino se sentiu mal e desmaiou. Com dores no peito e a pressão baixa, o diagramador foi encaminhado para o Hospital Alvorada Brasília, onde foi medicado. Segundo familiares, ele teve uma parada cardiorrespiratória, mas foi reanimado e internado. Divino estava entubado desde então, mas na tarde desta quarta-feira (4/12), por volta das 17h30, faleceu. 

Diagramador há cerca de 46 anos, Divino continuava trabalhando mesmo depois de aposentado. Os problemas de saúde não o impediam de fazer o que gostava. Diariamente era submetido a sessões de hemodiálise por conta de insuficiência renal, mas a obrigação não o detinha e nem mesmo o impedia de, inclusive, trabalhar em plantões.

“Era uma pessoa sensacional, muito querida. Sofria, mas nunca reclamou”, afirmou o cunhado e colega de trabalho, também diagramador, Enir Mendes. Um dos mais antigos diagramadores do jornal, Divino trabalhava no caderno de Mundo do Correio
 

Dedicação 

Para quem trabalhava em parceria e ao seu lado ficará a saudade de um amigo e profissional dedicado. “Foi um dos melhores profissionais e mais talentosos com quem eu já trabalhei. Tinha um senso único para diagramar. Pensava muito rápido. Vai fazer muita falta”, destacou Rodrigo Craveiro, subeditor de Mundo. “O jornalismo perde um grande profissional e uma pessoa maravilhosa, positiva e bem-humorada”, completou. 

Responsável pela editoria, Ana Paula Macedo, acompanhou a atuação de Divino também no caderno Brasil. “Trabalhei com o Divino desde que entrei no jornal. Ele era um profissional competente, um colega amoroso, sempre disposto e brincalhão”, disse. De acordo com a jornalista, a criatividade e atenção com seu trabalho eram umas das principais características dele. “A gente brincava aqui que ele era um Highlander, porque quando ele era internado no outro dia já queria trabalhar”, comentou.

A paixão de Divino pela diagramação é um ofício de família, que contagiou o filho Diego, também diagramador do Correio. “Meu pai tinha uma vontade de viver enorme e ele sempre foi apaixonado por jornalismo e diagramação. Ele até criou um jornal”, disse. Ele e o pai cuidam da publicação O Grito, criada em 1992. O periódico comunitário aborda temas da região de Cidade Ocidental, onde Divino morava. “Era o maior orgulho dele ver esse jornal circulando”, acrescentou Diego. 

Nesta quinta-feira (5/12), amigos e familiares se despedem de Divino. O velório do diagramador será no Cemitério da Cidade Ocidental, a partir das 14h30. O enterro será às 17h.

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