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Estudo mostra como será o clima no DF em 2100: seca deve durar mais

Segundo o estudo divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente do DF, as temperaturas vão atingir recordes de calor e as chuvas irão se tornar mais fortes

Marcos Braz*
postado em 05/12/2019 20:52

[FOTO1]A Secretaria do Meio Ambiente divulgou nesta quinta-feira (5/12) uma projeção de como estará o clima no Distrito Federal no fim do século. O Estudo Técnico de Projeções Climáticas para a Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno mapeou o comportamento climático desde a década de 1960 até os dias atuais e usou os dados para projetar quais impactos de mudanças climáticas o DF poderá sofrer até 2100.

A Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) que engloba o DF, 29 municípios do estado de Goiás e 4 de Minas Gerais, não tem boas notícias. O estudo mostrou que, caso os indicadores como temperatura do ar, umidade relativa, vento, radiação solar à superfície terrestre e precipitações continuem a evoluir como nos anos anteriores, a região enfrentará maiores períodos de estiagem, chuvas raras e intensas, além de ventos fortes.

Acompanhado da atualização do inventário de emissões de gases de efeito estufa, o trabalho irá subsidiar a elaboração da estratégia de Enfrentamento das Mudanças Climáticas do Distrito Federal, inserida nos planos de adaptação de mitigação, em desenvolvimento pela Secretaria do Meio Ambiente.

Os resultados do estudo devem auxiliar em análises do impacto das mudanças no clima, nas bacias hidrográficas e usos de água, energia e solo, possibilitando adaptar a indústria e a vida urbana às mudanças que acontecerão ao longo dos anos.

Dentre elas, o estudo aponta redução de precipitação anual acumulada, um aumento no número consecutivo de dias de estiagem, e uma redução do número de dias consecutivos chuvosos. Segundo o relatório, haverá aumento de chuvas intensas em algumas áreas e diminuição em outras.

A temperatura irá aumentar em todas as áreas do RIDE, segundo o estudo. A previsão de aumento é de 2;C a 5;C. Os dias e noites frios durante o ano terão redução, enquanto dias e noites quentes aumentarão. Há aumento também na incidência de radiação de ondas curtas sobre a superfície de toda a região.

Outro índice que será afetado é a umidade relativa do ar, que de uma média de 35% a 55% no início do século, poderá passar para uma média de 20% até 45%. Os índices indicam um aumento de dias com baixa umidade do ar e diminuição de dias com alta umidade.

Realização

O trabalho foi realizado pelo Centro de Gestão de Pesquisa, e integra o projeto CITinova- Cidades Sustentáveis, coordenado nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Comunicação e Inovação (MCTIC) e financiado pelo Global Environment Facility (GEF), em parceria com a ONU Meio Ambiente e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE. O projeto é coordenado no Distrito Federal pela Secretaria do Meio Ambiente.

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