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Correio Braziliense

Caixa libera licitação para construção do Hospital do Câncer de Brasília

Após pedido do GDF à Justiça Federal, Caixa Econômica libera quase R$ 120 milhões para a construção da unidade de saúde. Aprovação é obtida depois de refeito o projeto original


postado em 06/12/2019 06:00 / atualizado em 06/12/2019 08:25

O hospital terá capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano(foto: Gustavo Urpia/SECOM BA)
O hospital terá capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano (foto: Gustavo Urpia/SECOM BA)
Após mais de dois anos de disputas judiciais, o Hospital Oncológico de Brasília será construído. A Caixa Econômica Federal liberou nesta quinta-feira (5/12) R$ 119.772.956,37 para licitação e construção da unidade de saúde. A entrega só foi possível após decisão favorável obtida pelo governo local na Justiça Federal.

A previsão é de que as obras, coordenadas pela Novacap, comecem no primeiro semestre de 2020. “Este é mais um contrato que estamos destravando. O dinheiro estava praticamente perdido, e trabalhamos muito para recuperá-lo na Caixa, além de refazer todo o projeto, modernizando o hospital. É mais uma demonstração de seriedade com que estamos tratando o DF”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. “Quero que esse centro oncológico seja uma referência nacional no tratamento do câncer, que preste serviços de qualidade e ajude a transformar a capital em um centro médico cada vez mais importante no Brasil”, acrescentou.

Segundo o chefe do Palácio do Buriti, além do Hospital Oncológico de Brasília, a previsão é erguer mais sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Complexo Hospitalar do Guará e duas unidades de saúde em Ceilândia, uma delas o Hospital Materno-infantil.

Impasses e estrutura

Em 30 de agosto de 2017, o ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) apresentou o projeto de implementação do Hospital Oncológico de Brasília à Caixa Econômica Federal. A instituição bancária, porém, reprovou a construção. Dois anos depois, o governo de Ibaneis Rocha obteve o sinal verde da Justiça Federal para prorrogar o prazo de conclusão e entrega dos projetos para a obra da unidade de saúde. Conseguiu seis meses, evitando a perda de R$ 121 milhões de recursos do governo federal destinados à construção do local. A verba havia sido obtida em 2016 por meio de emendas parlamentares de bancada do DF no Congresso Nacional.

De acordo com o diretor de Edificações da Novacap, Francisco Ramos, muitas mudanças tiveram de ser feitas no projeto original para apresentar a nova proposta. “Primeiro, fizemos uma análise melhor do orçamento, mexemos na questão estrutural, de edificações, na arquitetura e nos quantitativos de materiais”, detalhou.

O hospital será construído em um terreno de 30 mil metros quadrados no Setor Noroeste, próximo ao Hospital da Criança, e contará com 152 leitos de internação, 20 de unidade de terapia intensiva (UTI) e capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano. A previsão é de que a obra dure dois anos e meio.

Ibaneis Rocha, governador: ''Referência nacional no tratamento do câncer''(foto: Renato Alves/Agencia Brasilia)
Ibaneis Rocha, governador: ''Referência nacional no tratamento do câncer'' (foto: Renato Alves/Agencia Brasilia)

Julgamento suspenso

O julgamento da possível cassação do mandato do deputado federal Luís Miranda (DEM/DF) terminou nesta quinta-feira (5/12) com quatro votos contrários, um pedido de vista e duas posições ainda não declaradas. Após apresentação de acusação e defesa, o relator do processo, desembargador Waldir Leôncio Júnior, do Tribunal Regional Eleitoral, deu parecer desfavorável à acusação de corrupção eleitoral ativa, abuso de poder econômico, compra de votos e uso irregular de redes sociais. A ação contra o parlamentar foi protocolada em 21 de novembro. Entre as queixas da acusação está o sorteio de três telefones no valor de R$ 7 mil para seguidores em uma rede social. A premiação ocorreu dois dias antes do início da campanha política.

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