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Correio Braziliense

Em Vicente Pires, casa desaba parcialmente após rede de drenagem estourar

Moradores estavam em casa no momento do desabamento, mas não houve feridos


postado em 06/12/2019 14:48 / atualizado em 06/12/2019 17:02

Muro, paredes e telhado desabaram após rompimento de tubulação de águas pluviais(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
Muro, paredes e telhado desabaram após rompimento de tubulação de águas pluviais (foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
Na tarde desta quinta-feira (5/12), uma casa localizada na Vila São José, em Vicente Pires, desabou parcialmente, deixando uma família de seis pessoas assustada.

Estelita Maria de Jesus, 64 anos, dona da casa, conta que, no momento do desabamento, todos os moradores, entre filhos e netos dela, estavam em casa, mas ninguém no quarto, cômodo que desabou. Ninguém se feriu. “Eu estava deitada no sofá e só ouvi as crianças gritando. Quando fui até os quartos, já estava com a água na altura dos joelhos, o muro e a parede caídos. Vi tudo destruído. Imagina se fosse no período da noite? Todos estariam dormindo lá”, afirma a aposentada. 
 
Muro, paredes e telhado desabaram após rompimento de tubulação de águas pluviais(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
Muro, paredes e telhado desabaram após rompimento de tubulação de águas pluviais (foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) afirmou que atendeu a ocorrência e explica que o desabamento foi causado após a ruptura de uma tubulação de águas pluviais. A Defesa Civil foi acionada.

O administrador de Vicente Pires, Daniel de Castro, explica que o desabamento foi em razão de uma interferência na rede de tubulação. “Em algumas áreas, existe o que chamamos de rede não cadastrada, que foi sendo construída para atender os moradores ao longo do tempo. A obra em questão buscava justamente oficializar a rede, mas no momento de ligação das redes, por conta da força da água, a manilha explodiu”, afirma. A força da água derrubou o mudo e as paredes da casa.  
 
A Defesa Civil interditou a área e solicitou que os moradores buscassem abrigo. Além de fornecer colchões e cestas básicas. A família passou a noite em casa, por não ter para onde ir. “Decidimos ficar,  mas como você vai dormir com a lama, a água toda hora vazando e o medo de que outra parte da casa caísse?”, questiona a aposentada.

Estelita se preocupa com as perdas: “Perdi cama, colchão, edredom, guarda-roupa, além das paredes do telhado e do muro. Hoje eu ia trabalhar, mas como ir trabalhar desse jeito?”, lamenta. 

A dona da casa, Estelita Maria de Jesus, conta (foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
A dona da casa, Estelita Maria de Jesus, conta (foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
A família acredita que o desabamento parcial foi causado por erro em uma obra que está sendo realizada na frente da casa. Isso porque eles moram na região há cerca de 49 anos e nada parecido havia ocorrido antes. “Nesses últimos dias, choveu granizo e não aconteceu nada. Porque só agora?”, aponta a dona da casa. A aposentada afirma que o susto foi grande, mas comemora o fato de ninguém ter ficado ferido. “Eu estou me sentindo péssima, com medo. Mas, ainda assim, estou mais tranquila, porque não machucou ninguém.”

Moradia Digna 

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF), informou ao Correio que irá reconstruir a casa da Estelita pelo projeto Moradia Digna, uma vertente do programa Habita Brasília. De acordo com o diretor Imobiliário da Codhab, Marcus Palomo, as obras de intervenção se iniciam nesta sexta-feira (6/12). 

A família não aceitou a sair do lote, então uma estrutura de alvenaria será levantada nos fundos do lote para abrigar os moradores. “Já começamos hoje o processo de retirada das telhas quebradas e a demolição da parte da casa que está comprometida, como paredes trincadas”, explica Marcus. 

Uma equipe da Secretaria de Obras e Infraestrutura foi ao local para fazer o reparo da rede pluvial que se rompeu e canalizar a água da chuva para um outro ponto que não atinja mais a casa. 

Com o projeto Moradia Digna, módulo mínimo, a Codhab entregará para a família uma casa nova com cozinha, sala, banheiro e um quarto. Se houver a necessidade de ampliação no projeto, como a construção de mais um quarto, a companhia encaminhará os moradores para uma assistência técnica que elaborará um projeto personalizado com todas os trâmites legais de segurança. 

De acordo com a Codhab, o valor máximo para a reconstrução da casa é de R$ 60 mil e o prazo para a conclusão das obras é de dois meses. 


* Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader
 




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