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Correio Braziliense

Polícia prende acusados de praticar golpes de estelionato no DF

Grupo de São Paulo ligava para as vítimas em Brasília e pedia o pagamento de uma dívida que estava em fase de protesto. Oito pessoas foram presas preventivamente


postado em 11/12/2019 12:41 / atualizado em 11/12/2019 12:42

A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf)(foto: Juliana Andrade/CB/DA.Press)
A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf) (foto: Juliana Andrade/CB/DA.Press)
Oito pessoas foram presas em São Paulo acusadas de aplicar golpes no Distrito Federal. O grupo é suspeito de ligar para vítimas, em nome de cartórios, e pedir pagamento de dívidas que estavam em fase de protesto ou em protesto (ato formal de inadimplência comprovada). A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf).

Com as informações dos títulos, que são dados públicos, os criminosos ligavam para as vítimas fingindo se serventuário de um cartório extrajudicial e afirmando que aquele título tinha chegado para protesto. "Eles convenciam a vítima a pagar, dizendo que estavam alí para facilitar a vida dela, e que evitaria que o nome dela fosse negativado”, detalhou a delegada da Corf Isabel de Moraes. As vítimas depositavam o dinheiro em contas de laranjas do grupo criminoso, acreditando que era uma conta de tabeliões. 

As investigações começaram em 2018, após uma vítima pagar cerca de R$ 6 mil  em dois títulos e ser cobrada depois pelo pagamento. A suspeita é de que eles praticavam o golpe desde 2014. A polícia estima que os criminosos tenham faturado cerca de R$ 4 milhões com o crime. 

A delegada explica que o grupo dava preferência para dívidas de valores maiores, acima de R$ 1 mil. Há indícios de que houve, pelo menos, 81 tentativas de aplicar o golpe no DF. A Polícia não tem informações de quantas pessoas chegaram a fazer o pagamento. Além de Brasília, o grupo atuava em Mato Grosso do Sul e Goiás. "Normalmente a prática do estelionato é feita fora do estado que ela está, porque isso dificulta o trabalho da polícia”, comenta Isabel de Moraes. 

Para não cair em golpes desse tipo, a polícia orienta as pessoas a não fazer nenhum depósito em contas de terceiros, seja ela jurídica, seja  física. "Não conheço nenhum cartório que entre em contato por telefone ou e-mail para avisar que um título está sendo protestado. Existe uma carta registrada. Para pagar o título, entre em contato com a empresa e veja se isso é real”, destaca. 

Se condenado, o grupo vai responder por associação criminosa, estelionato na forma continuada e os que emprestaram a conta bancária para o depósito por receptação e associação. 

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