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Correio Braziliense

Morre Maria Cristina Ferreira de Oliveira Costa, prima de JK, aos 54 anos

Maria Cristina morreu na quinta-feira, após sofrer um AVC três meses atrás. Sepultamento ocorre nesta sexta-feira, às 15h, no Campo da Esperança, na Asa Sul


postado em 13/12/2019 14:18 / atualizado em 13/12/2019 14:51

Maria Cristina Costa, com o marido, João Costa, e os filhos, Cristiano e Bruno Costa(foto: Arquivo Pessoal)
Maria Cristina Costa, com o marido, João Costa, e os filhos, Cristiano e Bruno Costa (foto: Arquivo Pessoal)
Ela era a alegria em pessoa. Gostava de festas, daquelas que têm hora para começar, mas nunca acabam. Gostava de dançar, de reunir os amigos e familiares na casa no Park Way, de brincar com as cachorrinhas, Ivete e Margaret, e, principalmente, de estar junto do marido, João Valentim Wayl da Costa, com quem estava casada havia 32 anos, e dos filhos, Cristiano e Bruno.

Maria Cristina Ferreira de Oliveira Costa, 54 anos, era prima de Juscelino Kubitschek e cresceu ouvindo histórias sobre o fundador de Brasília. Eram contadas pelo pai, o pioneiro Ildeu de Oliveira, que morreu em maio de 2013, como o cheque que JK deu a ele como devolução de um empréstimo de 5 mil cruzeiros, nunca descontado no banco, e eternizado num quadro.

 

Advogada e servidora do Ministério da Educação, Cris, como era carinhosamente chamada pelos mais próximos, adotou como sua a segunda família do pai. Dona Neuza de Oliveira era como uma mãe, e os filhos dela, Marco Antônio, Júlio César, Flávia e Otávio Augusto Jardim, eram os irmãos que, de sangue, ela nunca teve. “Minha filha, minha filha”, repetia ontem Dona Neuza, abatida com a morte de Maria Cristina.

 

Nos últimos anos, Cris se dedicou muito a cuidar dos familiares nos momentos de dificuldades. “Estava sempre disposta a ajudar”, conta a sobrinha a quem tratava também como irmã, Ana Carolina Jardim. “Ela nos ensinou que não apenas o sangue nos conecta”, conta. “Para nós, éramos irmãos”, reforça Marco Jardim.

 

 

Espiritualizada

Saudável, Cris gostava de viagens e planejava com meses de antecedência as temporadas em Nova Viçosa (BA), onde tinha casa. Ela sempre se cuidou muito. Tinha uma boa alimentação, era espiritualizada, rezava muito e gostava de ler o Evangelho para os filhos. Praticava atividade física quase todos os dias, mas foi justamente numa academia que passou mal. Teve um AVC e foi levada ao Hospital de Base, onde recebeu o primeiro atendimento. Um segundo ataque a deixou inconsciente, como permaneceu nos últimos três meses, até morrer na manhã de quarta-feira.

 

 

Mesmo desacordada, ela parecia sintonizada com quem amava. Ao ouvir uma gravação com a voz do filho caçula, Bruno, 25 anos, ela reagiu com os batimentos cardíacos mais fortes. Os dois jovens estavam vivendo nos Estados Unidos e chegam para o enterro da mãe nesta sexta-feira. O primogênito, Cristiano, completa hoje 30 anos. Os dois decidiram fazer cursos fora do país estimulados pela mãe. Ontem Bruno escreveu nas redes sociais que estava ansioso para encontrá-la no aeroporto e contar todas as aventuras e aprendizados nesse período distante. Não deu tempo.

 

O sepultamento ocorre às 15h desta sexta-feira (13/12), no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. 

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