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Correio Braziliense

Natal da Abrace: Papai-Noel chega de helicóptero e vai embora de limousine

A festa de Natal da Abrace é o maior evento do ano organizado pela instituição e o mais esperado pelos assistidos e suas famílias


postado em 14/12/2019 15:30 / atualizado em 14/12/2019 18:21

(foto: Renata Rusky)
(foto: Renata Rusky)

 
Na manhã deste sábado (14/12), na festa de Natal organizada pela Abrace, as crianças foram à loucura quando o Papai-Noel chegou ao Estádio Mané Garrincha em um helicóptero do Corpo de Bombeiros. Yarlon Pietro da Silva, 5 anos, foi logo pedindo à mãe, Laiana da Silva, 29, auxiliar administrativa desempregada: "Fala com ele. Pede pra eu andar também". Diagnosticado com leucemia há quase dois anos, este é o segundo Natal da Abrace do qual o garoto participa. Em ambos, fantasiado de Papai-Noel. No do ano passado, a mãe não pôde acompanhá-lo, mas a irmã dela, Luciana da Silva, 30, estudante, que o levou relembra que, daquela vez, o Papai-Noel usou uma moto e aquilo já havia deixado Yarlon bem interessado.
 
(foto: Divulgação Abrace)
(foto: Divulgação Abrace)
 
 
O evento é o maior organizado pela instituição. É feito para todos os assistidos e suas famílias, que somam cerca de 900 pessoas de todo o país. Para isso, cerca de 120 voluntários colocam a mão na massa no preparo de lanches, na organização das atrações, na recreação e no preparo do almoço que finalizou a festa. Entre as atrações, teve o grupo Sinfonia da Saúde, Grupo de teatro Semente Companhia, Coral Supremo Encanto, STF, Grupo Sinfonia da Saúde, Grupo de choro e os Doutores com Riso.
 
A presidente da Abrace, Maria Angela Marini, mãe de um ex-assistido que aos 5 anos teve câncer e hoje tem mais de 40, explica que a Abrace "não é só dois braços e duas pernas, ela se tornou uma centopeia e juntos nós abraçamos todas as crianças e suas famílias". "E este aqui é um momento de confraternizar, de levar esperança, de criar boas expectativas e de colocar essas pessoas para se encontrarem em um ambiente festivo, porque elas só costumam se encontrar no hospital", afirma a presidente.
 
(foto: Renata Rusky)
(foto: Renata Rusky)
 
 
Yarlon já está no fim do tratamento, só deve fazer mais uma sessão de quimioterapia. O processo foi complicado para toda a família, mas o apoio da Abrace foi essencial. "Eles ajudam muita gente com cesta básica, quando as condições financeiras estão piores, ajudam com remédio quando não consegue no hospital e a recreação, então, é perfeita", enumera a mãe Laiana. Ela lembra que, durante as internações, quando ninguém da família podia substituí-la para que tomasse um banho, eram voluntários que a ajudavam, distraindo o menino para que ela pudesse se higienizar. "Tinha dia que ele acordava internado e já ia perguntando dos recreadores", relembra.
 
Quanto aos presentes que Yarlon quer, são tantos, que a mãe conta que árvore de Natal de casa tem mais cartas que enfeites. "Ele fez pedindo um celular pra uma amiguinha do hospital que chama de namorada, pediu um par de aliança, uma piscina", lista a mãe. Já ela, que já passou tantos sustos com o filho, só quer saúde para toda a família.

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