Jornal Correio Braziliense

Cidades

Reviravolta no caso Pedrolina

A Polícia Civil do Distrito Federal apresentou ontem o verdadeiro assassino da assistente social Pedrolina Silva, 50 anos. Romulo Ramos Siqueira, 24 anos, foi preso no último dia 17 apontado como o autor do 33; feminicídio do ano em Brasília.

O caso ocorreu em 1; de setembro em um matagal próximo às margens do Lago Paranoá. Pedrolina foi abordada em um ponto de ônibus, arrastada para o mato, estuprada e morta com um corte no pescoço. A polícia chegou a apontar outro homem como assassino confesso, mas o material genético de João Marcos Vassala não foi compatível ao encontrado no corpo da vítima.

Segundo a titular da 1; Delegacia de Polícia (Asa Sul), Bruna Eiras, a equipe seguiu com as investigações. Outras provas técnicas ajudaram a identificar que Rômulo Ramos, vigia de uma cooperativa de reciclagem, estaria de plantão no dia do crime. A empresa fica perto do matagal em que o corpo foi encontrado. ;Onde ele trabalhava, não tinha câmera de segurança, não tinha ponto eletrônico, nada que comprovasse que ele saiu ou entrou no trabalho. A área era de difícil acesso até mesmo para os policiais, então sabíamos que seria alguém que conhecia a região;, informou a delegada.

Ao ser confrontado em um primeiro momento, Rômulo negou a participação no crime, mas tampouco colaborou com a investigação. Foram decretados, então, a prisão preventiva e o confronto do material genético do vigia. O resultado foi positivo para o material encontrado em Pedrolina. À polícia, Rômulo disse que estava sob o efeito de cocaína no momento do crime e que tinha a intenção de roubar a assistente social. A arma usada foi uma faca do trabalho. De acordo com a delegada, ele será indiciado por roubo, estupro e feminicídio. Somadas as penas, poderá pegar 50 anos de prisão.

João Marcos Massala também foi ouvido novamente pela polícia. Questionado do motivo de ter assumido a autoria do crime, respondeu apenas ;porque quis;, enquanto ria da situação.