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Hotéis e cuidadores são opções para quem vai viajar e não pode levar o pet

Com as férias de fim de ano, surge a preocupação do que fazer com os bichinhos de estimação. Para quem não pode viajar com os animais, cuidadores e hotéis aparecem como possível solução

Maria Baqui*
postado em 27/12/2019 06:00

Com as férias de fim de ano, surge a preocupação do que fazer com os bichinhos de estimação. Para quem não pode viajar com os animais, cuidadores e hotéis aparecem como possível soluçãoFim de ano é sinônimo de viagem para muitas famílias. Porém, significa também um dilema para os tutores de pets que não sabem se devem levar o animal para o passeio. Surgem, então, questionamentos a respeito de onde deixar o bichinho enquanto estiver fora. Há pessoas que preferem levar o companheiro, outras, porém, investem em serviços de cuidado doméstico ou hotéis para cães e gatos.


Para quem deseja levar o animalzinho para a viagem em família, é necessário checar, anteriormente, se a acomodação escolhida é pet friendly, ou seja, se permite a entrada e estadia de bichos. Além disso, se o trajeto for feito de carro, é interessante que o animal seja acostumado a andar em automóveis, visto que é comum que os amigos de quatro patas fiquem enjoados com o balançar do veículo.

Contudo, se não puder levar o pet na viagem, fique calmo e não se preocupe. Atualmente, existem diversas opções para quem quer manter o carinho e o cuidado com o animal, mesmo que em outra cidade. Por isso, a busca por serviços como o de pet sitter está em alta no Brasil. O atendimento é indicado para animais de estimação que não têm o costume de sair de casa e se sentem mais confortáveis no ambiente familiar em que vivem. A proposta é que um tutor temporário visite a residência do animal diariamente enquanto os donos estão fora.

Segundo a pet sitter e veterinária Kássia Vieira, não é recomendado que o bichinho fique o dia inteiro sozinho. Por isso, é aconselhado que cada visita dure, pelo menos, uma hora. ;Normalmente, assim que chego troco a água e a comida do animal. Depois, faço um check-up para ver se há alteração comportamental e, se o pet precisar de cuidados especiais, faço a consulta e a medicação lá mesmo;, assegura. Além disso, ela ainda afirma brincar e passear com o animalzinho.

A veterinária sugere o atendimento de pet sitter principalmente para gatos, tendo em vista que ;eles têm mais dificuldade em socializar com outros animais e de se adaptar em locais que não se sentem totalmente confortáveis;.

A plataforma on-line Dog Hero também funciona como uma alternativa para que os bichinhos não fiquem sozinhos. O aplicativo permite que pessoas que gostam de animais e têm espaço suficiente em casa se cadastrem e, assim, se tornem anfitriões de pets. O animal pode ser cadastrado no site como hóspede de temporada ou pode utilizar o serviço de creche, diariamente.

Hospedagem

Outra opção para os tutores que vão viajar são os hotéis para pets. A comissária de bordo Sofia Alves, 24 anos, precisa viajar muitas vezes ao ano e, por isso, é usuária frequente desse tipo de serviço. Ela avalia que a proposta funciona como uma ;colônia de férias; e, por ser um ;ambiente seguro onde o cachorro interage com outros e se diverte;, prefere deixá-lo na acomodação especializada. A jovem conta ainda que gasta, em média, R$ 50 com a diária da estadia.

Dona do Pet Hotel São Francisco, Catarina Mesquita, 47, explica que, para fazer check-in na acomodação, é necessário que o pet tenha a carteira de vacinação em dia e, de preferência, seja castrado. É indicado, também, que o tutor deixe um objeto ou roupa que tenha cheiro conhecido pelo animal para que ele não sinta tanta saudade de casa. Diariamente, Catarina envia fotos e vídeos como feedback para os tutores. O local, especializado em cuidados de cães, fica na BR-040.

Já a responsável pelo hotel Miau Pet, Thalita Borges, 31, acredita que ;quanto mais o animal frequentar um local, mais à vontade se sentirá;. Por isso, é oferecido o serviço de day care, em que o tutor deixa o pet pela manhã e pode buscá-lo no fim do dia. De acordo com Thalita, o hotel funciona como ;equilíbrio para as necessidades físicas mentais e sociais do animal;.

No local, são oferecidas atividades esportivas na piscina, bem como corrida e adestramento. Há ainda médicos veterinários responsáveis treinamento de estímulo sensorial, como tato e faro, e outros serviços médicos. Em outro ambiente da casa, localizada no Jardim Botânico, há área de descanso e socialização. Tudo para o bem-estar dos animais.

* Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão

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