Cidades

Na Esplanada, 10 minutos de fogos

postado em 02/01/2020 04:05
Show de luzes e fogos na Esplanada dos Ministérios: ano-novo com muita música

Faltando 10 segundos para o ano-novo, o público que tomava conta dos gramados da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Orixás, na Prainha, olharam fixamente para o céu da capital para acompanhar, por 10 minutos, o show de luzes e fogos de artifício. Durante a comemoração na área central da cidade, brasilienses e turistas divertiram-se ao som de artistas, como Luan Santana, Dudu Nobre, Dhi Ribeiro, Grupo Coisa Nossa, além de bandas locais, como o bloco carnavalesco Eduardo e Mônica.

A programação dos shows na Esplanada começou às 19h40, com a apresentação da cantora e prata da casa Dhi Ribeiro, seguida pelos artistas Bella Donna e Miguel Santos. O Eduardo e Mônica subiu ao palco às 21h50, quando reviveu clássicos da Legião Urbana. A contagem regressiva da virada de ano ficou com o sertanejo Luan Santana, a atração mais esperada da noite.

O gaúcho Cristiano Chagas, 35 anos, mudou-se de Pelotas para Valparaíso (GO) em 2019 e passou o primeiro ano-novo em Brasília. Ele e família levaram cadeiras para curtir a celebração na Esplanada. ;Achei muito bacana. As atrações foram bem diversificadas;, disse Cristiano. Ele projeta para 2020 dedicação ao emprego. ;É continuar trabalhando bastante para, em 2021, estar aqui, novamente, curtindo e com saúde;, afirmou.


Érica Mello, 45, também passou a virada na Esplanada com a família. A advogada estava acompanhada do marido, do filho e do sobrinho. Moradores do Grande Colorado, eles mudaram os planos de passagem de ano, prevista originalmente para o Rio de Janeiro, e escolheram a região central de Brasília para esperar 2020. ;A gente sempre passa na praia. Neste ano, tive de ficar trabalhando. Pela primeira vez, a gente veio ver como é a queima de fogos aqui. E não ficamos decepcionados. Valeu;, contou a advogada.

Casados há 10 anos, a advogada Camila Frazão, 39 anos, e o administrador de empresas Leonardo Frazão, 46, moram em São Paulo e escolheram a sacada de um hotel, no Setor Hoteleiro Norte, para assistir à queima de fogos. ;Estamos viajando pelo Brasil, e Brasília entrou no roteiro. Acredito, realmente, que teremos um ano bacana e positivo. Melhor do que 2019;, disse Camila, confiante.


Orixás

Conhecida como reduto das religiões de matriz africana, a Prainha foi a escolha do público para oferendas aos orixás. Na faixa de areia, às margens do Lago Paranoá, muitos dobravam as barras das calças para, em seguida, alçar os balaios e as flores carregados de agradecimentos à Iemanjá, a Rainha das Águas. Pai de santo e do candomblé, Marcelo de Badé, 51, celebra o réveillon no local há mais de 10 anos. Para ele, a comunhão encontrada ali é um ato de resistência e fé. ;Venho comungar com as pessoas. Somos todos um só. A gente luta pela vida, pela prosperidade e pela harmonia. E nós não temos muita liberdade de expressão em relação à nossa religião, seja da Umbanda, seja do Candomblé. Aqui é uma concepção de união dos povos de tradição e de matriz africanas;, conta o morador do Riacho Fundo 1.

O casal Eduardo Albuquerque e Marina Castilho, ambos de 26 anos, também celebrou a chegada de 2020 ao som dos tambores da Prainha. ;Viemos agradecer aos santos por todas as conquistas que tivemos em 2019. Esperamos entrar com o pé direito em 2020;, disse Eduardo, que frequenta o local desde criança. Estreante no réveillon da Prainha, Marina reforçou a fé do casal na força dos orixás e em um 2020 de vitórias. ;Foi um ano de muita batalha e aprendizado também. Mas, o que não é benção, é lição. Por isso, viemos agradecer aos orixás. Eles estão sempre do nosso lado, zelando por nós.



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