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Correio Braziliense

Corpo de Rute Paulina, vítima de feminicídio, é velado no Gama

Dona de casa foi assassinada pelo companheiro na última terça-feira (14/1)


postado em 16/01/2020 16:53 / atualizado em 16/01/2020 17:58

(foto: Celimar Meneses/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Celimar Meneses/Esp. CB/D.A Press)
O corpo de Rute Paulina da Silva foi sepultado na tarde desta quinta-feira (16/1), no Cemitério do Gama. A dona de casa, de 42 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro, um homem de 40 anos, preso em flagrante. O velório foi marcado por despedidas de familiares e amigos, e cânticos religiosos de esperança.

Cerca de 100 pessoas se reuniram na capela onde o corpo foi velado para dar um último adeus. "A minha irmã era uma das pessoas que eu queria me tornar. Ela era muito centrada na família, se preocupava com todos", disse o irmão Davi Sillas da Silva, 35 anos. Suellen Ferreira, amiga da família, afirmou que Rute era uma pessoa maravilhosa: "Onde ia cativava a todos".

O pastor Tiago Lira, da Assembleia de Deus Manancial da Vida, conhecia Rute há oito anos, e disse que é um momento difícil, já que não esperavam perdê-la dessa forma: "Sou muito agradecido a Deus pela irmã Rute, que nunca se deixou abater pelas dificuldades."

Relembre o caso

Rute foi a terceira mulher morta em Samambaia na última terça-feira (14/1). No ataque, o agressor usou uma faca para atingi-la no abdômen e pescoço. A mulher conseguiu correr da casa para a rua, gritando por socorro. Vizinhos tentaram ajudá-la e acionaram o Corpo de Bombeiros, mas ela não resistiu. O homem fugiu, mas se entregou à polícia na madrugada do dia seguinte. O caso ocorreu na Quadra 321 de Samambaia Sul.

Inicialmente, o caso foi registrado na 32ª DP (Samambaia Sul), como feminicídio. Por volta das 1h desta quarta-feira (15/1), o acusado compareceu à 15ª DP (Ceilândia Centro) e confessou o assassinato. Ele foi preso em flagrante.  

Para saber mais

Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.

Fonte: Agência Patrícia Galvão 

Onde pedir ajuda
» Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência 
Presidência da República / Telefone: 180 (disque-denúncia);

» Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) / De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h / Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia e Planaltina;

» Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) / Entrequadra 204/205 Sul, Asa Sul / (61) 3207-6172;

» Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos / Telefone: 100;

» Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid)  da Polícia Militar / (61) 3910-1349 ou (61) 3910-1350    
 
*Estagiário sob supervisão de Fernando Jordão

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