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Correio Braziliense

Padre Orestes é velado na Paróquia Nossa Senhora da Consolata

Líder católico faleceu na manhã de segunda-feira (20/1), aos 101 anos. Corpo será sepultado às 11h30, no cemitério Campo da Esperança


postado em 21/01/2020 11:51 / atualizado em 21/01/2020 14:21

Padre Orestes é velado na Paróquia Nossa Senhora da Consolata(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Padre Orestes é velado na Paróquia Nossa Senhora da Consolata (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Igreja lotada para um último momento de despedida. Foi assim que amanheceu a Paróquia Nossa Senhora da Consolata, na 913 Norte, nesta terça-feira (21/1). Fiéis se reuniram para a celebração fúnebre em homenagem ao padre Ghibaudo Orestes, 101 anos. O religioso faleceu na manhã de segunda-feira (20/1), após ter passado 10 dias internado em um hospital da Asa Norte. Ele deu entrada no hospital com uma infecção de urina e teve complicações ao longo do tratamento devido à idade. 

A missa de despedida começou às 9h, conduzida pelo Arcebispo de Brasília, Cardeal Dom Sérgio da Rocha. "Ele nos ensinou a importância de estar juntos e caminhar em unidade, a rezar e viver fraternalmente, sendo um exemplo de pessoa que valorizou a Igreja" disse o acerbispo. "Ele era um testemunho de alegria de quem é convidado a ir na casa do Senhor", completou. 

Roberto Tenório, 72, é um dos membros na igreja desde a chegada do padre Orestes, na década de 1980, e guarda boas memórias dos 33 anos de trabalho do padre no local. "Ele era uma pessoa muito especial. Era muito amoroso, atencioso, e dava muitos conselhos. Conversava com pais, e era muito orientador", conta o aposentado. 

Segundo Tenório, o religioso tinha um trabalho de destaque entre os jovens da igreja e de outras comunidades do Distrito Federal. Alguns deram a ele o apelido "padreco", que se tornou uma das referências a ele. "Os jovens o chamavam assim e ele atendia bem", relata. 

 

História 

Ghibaudo Orestes veio da Itália para o Brasil em 1951, e, para Brasília, em 1986, onde passou a maior parte da sua vida missionária. No próximo dia 31, ele completaria 102 anos. A maior característica do seu trabalho foi a atuação com jovens. Ele foi um dos fundadores do movimento Segue-me, que começou no Distrito Federal e tornou-se nacional, e atuou em escolas, como o Colégio Paulo VI e o Colégio JK. Antes de trabalhar em Brasília, o religioso passou pelas cidades de Boa Vista, em Roraima, e Três de Maio, no Rio Grande do Sul.
 
*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader

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