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Correio Braziliense

Grupo oferece aulas de dança africana e percussão no Centro de Dança

Aulas seguem até março, aos sábados, às segundas e às quartas-feiras


postado em 28/01/2020 06:00 / atualizado em 28/01/2020 15:55

Carolina e Genésia, filha e mãe, assistem juntas às aulas do projeto(foto: Thuan Araujo/Divulgacao)
Carolina e Genésia, filha e mãe, assistem juntas às aulas do projeto (foto: Thuan Araujo/Divulgacao)
O som do tambor dá o ritmo aos dançarinos. Cada movimento é conectado com a sonoridade do instrumento de percussão que ecoa pela sala. Com o corpo aquecido, os alunos são convidados a conhecer um pouco sobre a cultura africana por meio da dança. As aulas fazem parte do curso de verão ofertado pelo grupo Obará, aberto ao público até março. As oficinas ocorrem às segundas e quartas, das 20h às 22h, e aos sábados, das 10h às 12h. Além da dança afro, o grupo ensina percussão aos domingos, a partir das 10h.

De acordo com George Obará, integrante e precursor do grupo, as aulas integram o projeto Ylu Ara — Tambor do Corpo, que começou em outubro com apresentações culturais em 14 escolas do Distrito Federal. Agora, como fase final, as oficinas têm como objetivo ofertar ao público uma imersão em uma das vertentes da cultura africana. “Dentro da proposta, são ensinados os valores culturais com movimentos ligados à natureza”, explica George, que pretende dar continuidade à iniciativa ao longo do ano.

Com uma média de 100 alunos em dias úteis e 50 aos fins de semana, os cursos são abertos para toda a população a partir dos 10 anos. A professora e bailarina Hosana Oliveira reforça o convite. “Pode vir quem quiser aprender um pouco da dança afro. Tenho alunos idosos, tenho pessoas com limitações físicas, é uma turma muito mista”, conta. Para ela, a oficina significa acesso à cultura. “Não só a cultura do negro, mas todas as culturas devem ter essa chance de mostrar para as pessoas sobre quantas coisas podemos aprender. E quanta gente precisa disso”, ressalta.

Genésia de Sousa, 53 anos, participa aos sábados. De acordo com ela, as aulas estão sendo um resgate da ancestralidade, além de servir como processo terapêutico. “Os meus ancestrais plantavam, colhiam e semeavam, e a gente deixou de fazer esses movimentos. Só movimentamos os braços e as pernas no dia a dia, e aqui estou resgatando isso, descobrindo o meu corpo e usando como terapia”, relata a professora. A filha dela, Carolina de Sousa, 25, acompanha a mãe. “Estou achando importante por vários aspectos, porque estou conseguindo movimentar o meu corpo de uma maneira que alimenta a alma”, pontua a estudante de engenharia ambiental.

Para Maria Luciana, 41, a oficina também desperta o interesse de divulgar o que é aprendido na sala do Centro de Dança. “Quero levar para a minha escola o que estou aprendendo aqui. Acho muito interessante e gostaria de poder adaptar as movimentações para os meus alunos”, almeja. Ela trabalha em um colégio de educação infantil em Valparaíso de Goiás.

O tambor que é tocado ao vivo durante as oficinas oferece uma energia que faz diferença para quem está dançando. De acordo com Hosana, o som eletrônico de uma música gravada não dá o mesmo efeito que a percussão ritmada especialmente para as aulas. “Ter esse acesso direto faz com que o aluno se sinta vivo.”

O curso de percussão também é aberto ao público em geral. São disponibilizados 250 instrumentos para as aulas ministradas aos domingos. Qualquer pessoa que tiver vontade de aprender pode aparecer no Centro de Dança e participar da oficina, que também segue até março.

Participes: 

  • Dança afro com a professora Hosana Oliveira: Segundas e quartas, às 20h, e sábados, às 10h;
  • Percussão com George Obará e Junior Pai de Santo: Domingos, às 10h. 
 
 

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