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Correio Braziliense

DF tem dia de trânsito tranquilo na volta às aulas de colégios particulares

Parte das escolas particulares retomou as atividades nesta segunda-feira (27/1). Trânsito não sofreu impacto, mas reflexos devem ser sentidos a partir da próxima semana


postado em 28/01/2020 06:00

Rodrigo de Paula com o filho Rafael, 2 anos, que está na educação infantil(foto: Lis Cappi/Esp. CB/D.A Press)
Rodrigo de Paula com o filho Rafael, 2 anos, que está na educação infantil (foto: Lis Cappi/Esp. CB/D.A Press)
Parte das 558 escolas particulares começou as atividades nesta segunda-feira (27/1). As demais retomam na próxima semana. Já as aulas da rede pública têm início em 10 de fevereiro. De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sisepe-DF), o número de matriculados nos colégios deve ser divulgado a partir de fevereiro. No ano passado, havia 180 mil estudantes na rede privada.

Uma das preocupações dos brasilienses com a volta às aulas era o trânsito. Mas a retomada foi considerada tranquila. Para atender os alunos, os ônibus voltaram a circular normalmente — o fluxo estava reduzido em 25%, no período de férias escolares. A expectativa da Secretaria de Mobilidade é de que a quantidade de passageiros aumente em 30% com a retomada do ano letivo. O trânsito deve ficar mais intenso a partir de 10 de fevereiro, quando 460 mil discentes e 35 mil professores voltarão às aulas nos colégios públicos.

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) prevê o aumento do tráfego em toda a capital ao longo desta e das próximas semanas. De acordo com o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do órgão, Francisco Saraiva, deve haver menos fluidez em vias próximas aos estabelecimentos de ensino. “A mudança no trânsito é um fato. A gente vai ver mais congestionamento, mais gargalos nas escolas e algumas vias que ficam mais impactadas, tudo em função da atividade escolar”, afirma o especialista.

Enquanto o trânsito flui bem, a volta às atividades é só animação. Alice Cunha, 12 anos, vai cursar o sétimo ano. A promessa é se concentrar mais nos estudos. Apaixonada por história, ela admite que não se sai tão bem nas disciplinas de exatas. Um dos desafios de 2020 é tirar boas notas, principalmente em matemática. “No ano passado, tive um excelente professor. Ele me inspirou a ser melhor na matéria. Estou muito animada”, diz a garota.

A família da professora de sociologia Lílian Mendonça, 51, começou o ano com motivos para comemorar. A filha mais velha, de 18 anos, passou no vestibular para medicina. Agora, os mais novos estão empolgados para seguir o mesmo caminho.“Eles amam a escola, o ambiente, os professores. E esses fatores são importantes para que eles se saiam bem também”, afirma. O mais novo, Pedro Mendonça, 13, envolve-se em atividades extracurriculares. “Integro um clube de debate diplomático e uma monitoria de literatura. Gosto de participar de tudo. E acho que, neste ano, vai ser bem produtivo”, declara o menino.

O servidor público Rodrigo de Paula, 41, levou o filho, Rafael de Paula, 2, para uma ida à escola um dia antes de as aulas começarem oficialmente — a turma de educação infantil tem início nesta terça-feira (28/1) —, e a animação era tão grande que ele não queria ir embora. “Ele é o mais novo da turma. Quando entrou na escola, não falava ainda, agora é uma tagarela. É muito bom vê-lo assim, e, com certeza, a escola acelera muito esse processo”, compartilha o pai.

Ansiosos também estão os pais das crianças que vão pela primeira vez para a escola. É o caso da conselheira tutelar Nathália Vieira, 33. Para ela, o início da vida escolar de Céu Vieira, 3, é um misto de emoções. “A gente fica apreensivo, mas, ao mesmo tempo, com muita expectativa com o desenvolvimento dela, as novas experiências. Ela está muito feliz e pergunta se vai ter brincadeiras, se a avó também pode ir com ela. É uma novidade para todos nós. A princípio, achamos que ela vai se adaptar bem.”

Sem traumas

A psicóloga Lia Clerot alerta para alguns cuidados na volta às aulas. Em caso de resistência do aluno e para evitar traumas, o segredo é conversar. “Pais e educadores precisam estar juntos nessa hora para que o trabalho de cada um seja complementado pelo outro.”
A tranquilidade das crianças no primeiro dia de aula não depende dela, mas da confiança dos pais. “Muitas vezes, eles ficam com medo de deixar a criança na escola e, sem querer, transferem essa insegurança e a sensação de abandono para o filho”, diz a psicóloga.

*Estagiária sob supervisão de Marina Mercante

Evite o trânsito

Dicas para a entrada e a saída da escola

» Evite chegar em cima da hora. O ideal é que o filho desembarque 20 ou 30 minutos antes.

» Pare em locais adequados, para não atrapalhar o fluxo de veículos

» Tenha bastante cuidado com a travessia em faixas de pedestres, principalmente as que estão próximas a escolas

Fonte: Detran-DF

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