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Correio Braziliense

Polícia divulga imagens de suspeito de matar motorista de aplicativo

Natanael Pereira Barros, 19, é o acusado da morte de Aldenys da Silva. Segundo a polícia, ele é considerado foragido


postado em 28/01/2020 18:35 / atualizado em 28/01/2020 20:14

(foto: Divulgação/PCDF)
(foto: Divulgação/PCDF)
A polícia encerrou a primeira fase das investigações do assassinato do motorista de transporte por aplicativo Aldenys da Silva, 29 anos, morto em 3 de janeiro. O corpo dele foi encontrado enrolado em um plástico, às margens da BR-070, em Brazlândia, sentindo Águas Lindas.

O principal suspeito de matar o jovem é Natanael Pereira Barros, 19. A polícia divulgou imagens dele para ajudar na localização. O acusado é considerado foragido da Justiça em território nacional. Segundo o delegado-adjunto da 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia — P Norte), Sérgio Bautzer, foi deferido o mandado de prisão temporária de 30 dias contra Natanael.

As investigações apontaram que Aldenys conhecia Natanel desde novembro, após o suspeito ter solicitado uma corrida por um aplicativo à vítima. "Naquele mês, os dois tiveram contato pela primeira vez após Aldenys ter atendido uma solicitação pelo aplicativo. Naquele momento, eles negociaram um celular e Aldenys comprou o aparelho do acusado. Essa amizade teria se estendido por dezembro e janeiro", afirmou o delegado. 

Aldenys da Silva, 29 anos, foi morto em 3 de janeiro(foto: Arquivo Pessoal)
Aldenys da Silva, 29 anos, foi morto em 3 de janeiro (foto: Arquivo Pessoal)
No dia em que desapareceu, em 3 de janeiro, Aldenys saiu de casa para negociar um lote, na QNN 40, em Taguatinga Norte. "A suspeita é de que o lote que Aldenys compraria era de Natanael, mas ainda não está esclarecido, pois a propriedade estava no nome de outra pessoa. Estamos aguardando o período de luto da família para colher o depoimento do tio da vítima, que teria emprestado R$ 3 mil para a compra dessa casa", detalhou o investigador. 
 
A principal suspeita, segundo o delegado, é de latrocínio (roubo com morte). Após matar o motorista, o acusado teria ido até um posto de gasolina em Taguatinga Norte vender o celular da vítima. "Depois do desaparecimento dele (Aldenys), o Natanael esteve em alguns locais dirigindo o carro da vítima. Infelizmente, não conseguimos localizar muitas informações do acusado, nem endereço, apenas que ele trabalha como funcionário de um restaurante em um posto de gasolina, em Taguatinga Norte", explicou Sérgio Bautzer. 

Segunda etapa

A polícia descartou a hipótese de que Aldenys foi assassinado enquanto atendia uma corrida pelo aplicativo. A empresa de aplicativo pela qual o motorista prestava serviços chegou a enviar os relatórios das viagens feitas no dia do desaparecimento à delegacia, mas não houve solicitação de corrida de Natanael. "No dia 3, a vítima tinha um compromisso importante, que era um enterro de um amigo. Então, já estava programado de ele passar na casa de uma amiga para buscá-la e os dois iriam para o sepultamento, mas ele não chegou até a casa dela. A partir da tarde desse dia, ficou constatado o desaparecimento", ressaltou o delegado. 

Agora, investigadores trabalham com a hipótese de mais um suspeito no envolvimento do crime. "Pela cena de ocultação do cadáver, pode ser que outra pessoa tenha participado do assassinato. Aldenys tinha cerca de 1,70m de altura e, provavelmente, uma só pessoa teria dificuldades para tirá-lo do carro e colocá-lo no mato, embalado em um plástico", informou.

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