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Correio Braziliense

Com promessa de grandes eventos, consórcio assume gestão do Mané Garrincha

Nos últimos seis meses, após vencer processo licitatório, o consórcio dividiu a gestão do Mané Garrincha com Terracap


postado em 04/02/2020 14:09 / atualizado em 04/02/2020 14:13

Richard Dubois e Ibaneis Rocha na cerimônia de entrega do estádio ao consórcio Arena BSB(foto: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
Richard Dubois e Ibaneis Rocha na cerimônia de entrega do estádio ao consórcio Arena BSB (foto: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
O Estádio Nacional Mané Garrincha já está sob a administração total da iniciativa privada. Durante solenidade realizada no próprio estádio, nesta terça-feira (4/2), o Governo do Distrito Federal (GDF) entregou a gestão ao consórcio Arena BSB

Nos últimos seis meses, após vencer processo licitatório, o consórcio dividiu a gestão do Mané Garrincha com a Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap).

Além do estádio, a empresa também assume o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho, que fazem parte do Complexo Esportivo de Brasília, conhecido como Arenaplex.

A concessão para exploração comercial dos espaços é de 35 anos. O contrato prevê pagamento anual de R$ 5.050.000 ao governo local, além do repasse de 5% do faturamento líquido. Porém, o GDF começará a receber repasses apenas no sexto ano, devido a um prazo inicial de investimentos acordado.

Mesmo assim, o governo espera economizar quase R$ 13 milhões por ano logo de início, pois deixará de arcar com a manutenção dos espaços.


Expectativa de grandes eventos

Durante a solenidade, o diretor presidente da Arena BSB, Richard Dubois, ressaltou que, durante a gestão compartilhada, foram feitas operações assistidas. "Fizemos o maior inventário do estado do estádio", reforçou. De acordo com ele, um programa de investimentos já foi iniciado e que R$ 22 milhões estão disponíveis. “Desse valor, usamos R$ 3 milhões apenas em janeiro”, disse. 

Dubois ressaltou que grandes eventos devem acontecer na cidade este ano, como shows nacionais e internacionais, além de campeonatos de jogos de futebol. Além disso, o diretor presidente ressaltou que a Arena BSB criará um polo de entretenimento no Eixo Monumental. "Estamos desenvolvendo um projeto que vai completar a visão de Lúcio Costa", afirmou. 

De acordo com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), o modelo de concessão permite reconstruir a cidade por meio dos potenciais que ela apresenta. O chefe do Executivo também ressaltou que há outros projetos para a cidade, como a reabertura do Autódromo de Brasília. "O Iphan pretende apresentar a situação de todos instrumentos públicos. O primeiro vai ser a Praça dos Três Poderes", ressaltou.
 

Escândalo

Em 2017, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Panatenaico. Os investigadores constataram irregularidades na construção do estádio, que custou cerca de R$ 1,6 bilhão, e passaram a apurar um esquema de sobrepreço e de conluio entre as empreiteiras Odebrecht e OAS. 

À época, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou processo administrativo para investigar a ação de um suposto cartel em processos licitatórios para construção, modernização e reforma de arenas esportivas da Copa do Mundo de 2014. Entre elas, o Estádio Nacional Mané Garrincha.

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