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Correio Braziliense

Grileiros cobravam até R$ 2 milhões por terrenos irregulares no Lago Norte

Espaços irregulares estavam em área de preservação ambiental, à beira do Lago Paranoá


postado em 13/02/2020 12:22 / atualizado em 13/02/2020 12:56

As áreas estavam sendo vendidas em uma nova etapa do Condomínio Privê, no Lago Norte(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press (15/02/09))
As áreas estavam sendo vendidas em uma nova etapa do Condomínio Privê, no Lago Norte (foto: Kleber Lima/CB/D.A Press (15/02/09))
Um grupo acusado de vender terrenos irregulares à beira do Lago Paranoá está foragido desde quinta-feira (12/2). Investigações da Polícia Civil indicam que ao menos quatro homens faziam parte da ação. Eles vendiam terrenos no Condomínio Privê, no Lago Norte, que estavam em área de preservação ambiental. Os lotes chegavam a custar R$ 2 milhões.

As investigações começaram com denúncias de moradores do próprio condomínio, e levaram a Polícia Civil a iniciar a Operação Privê. Agentes cumpriram 14 mandados judiciais. Dez de busca e apreensão e quatro para prisão temporária, em Águas Claras, Asa Sul, Lago Norte e Sudoeste. Os alvos das prisões, no entanto, não foram encontrados. 

O principal líder da organização criminosa foi identificado como dono de um grande patrimônio em Brasília: 60 imóveis, além de postos de gasolina na Asa Sul e de carros de luxo.

"O líder da organização atua como grileiro em diversas regiões do Distrito Federal há mais de 20 anos, e utiliza nomes laranjas para manter um patrimônio que inclui mais de 60 imóveis, oriundos de loteamentos irregulares, postos de gasolina e carros de luxo", afirmou.

A delegada também disse que o homem esteve envolvido nas primeiras construções do Condomínio Privê — iniciadas há 20 anos e ainda em fase de legalização — e também no início do Condomínio Del Lago, em Sobradinho.

Atuação criminosa

O grupo deverá responder pelos crimes de organização criminosa, parcelamento irregular do solo e dano ambiental, com pena que pode chegar a 18 anos de prisão.
 
Segundo as investigações, a organização criminosa também ameaçou pessoas que faziam parte da administração do Condomínio Privê para que a denúncia contra eles não fosse feita. Pelos negócios do mandante, a polícia também vai investigar se eles atuavam com lavagem de dinheiro.
 
* Estagiária sob supervisão de Mariana Niedderauer

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