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Correio Braziliense

Pré-carnaval prova que brasiliense aderiu de vez aos bloquinhos de rua

Último fim de semana de pré-carnaval foi de festa para o brasiliense, que já está em clima de feriado. Foliões se espalharam pelo Plano Piloto, onde desfilaram os maiores bloquinhos


postado em 17/02/2020 06:00 / atualizado em 16/02/2020 22:38

O Encosta que Cresce reuniu entre 40 mil e 50 mil pessoas no Parque da Cidade, de acordo com organizadores(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O Encosta que Cresce reuniu entre 40 mil e 50 mil pessoas no Parque da Cidade, de acordo com organizadores (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O último fim de semana de pré-carnaval mostrou que o brasiliense está em clima de folia. Ao menos 17 blocos de rua animaram a capital no sábado e no domingo. A festa oficial acontece no próximo fim de semana e promete mais desfiles, espalhados por todo o Distrito Federal. Os repertórios musicais foram do brega ao funk, para agradar a todos os gostos. Também não faltou criatividade e capricho nas fantasias.

Ontem, o Cafuçu do Cerrado começou pela manhã, no Setor Bancário Norte. No bloquinho, uma das fantasias que mais chamava a atenção entre os cerca de 18 mil foliões era a da servidora pública Ana Cristina Vendramini, 49 anos. Ela estava vestida de goiabeira, acompanhada do noivo, Fábio de Oliveira, fantasiado de Jesus   — em referência a história contada pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. “Carnaval é momento de protestar”, opina. Ela mesma confeccionou a roupa, que usa pelo segundo ano.

Quem também apareceu para curtir a festa foi Dona Mercês Parente, 68, famosa no carnaval brasiliense por usar a camiseta com a frase “Fique com Deus, porque, comigo, não vai ficar”, em 2018. Este ano, com traje diferente, e bem colorido, respondeu sobre o motivo de ter mudado de fantasia: “A fila anda”. Fã da folia, ela se diz “livre, leve a solta, como Rita Lee”. 

Para todos


À tarde, a festa do Encosta que Cresce lotou a Praça das Fontes, no Parque da Cidade. Ao som de axé, o contador Rafael Galluf, 30 anos, se divertia. Fã de carnaval, ele conta que o ritmo fez parte da adolescência dele. Houve também diversão em família. A professora Daniele Amaral, 45 anos, levou a filha, Letícia Amaral, 22 anos, e o sobrinho, Pedro Amaral, 17 anos, para o parque. Em meio aos jovens, mais tímidos, ela se destacava pela animação.

Na Asa Norte, o bloco da Cabeça do Pimpolho colocou a criançada na rua. Rafael Amaral, 5 anos, curtia o evento pela primeira vez. “Antes, só na escolinha. É legal que minha mãe tá aqui dessa vez e tem um monte de amigos”, contou o menino. A mãe, Kenia Amaral, 45, se divertia junto. “Só música animada e bastante policiamento que deixa a gente curtir tranquilo, até mesmo com criança”, relatou a autônoma. A farra terminou por volta das 18h30 e os organizadores estimaram o público entre 40 mil e 50 mil pessoas.

Os brasilienses também marcaram presença no segundo dia do Carnaval no Parque. Ontem, comandaram a festa na estrutura montada no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson os cantores Latino, Bell Marques e Kevinho. O casal Wladimir Alves, 33, e Ana Paula, 38, estava ansioso pelo show do baiano. “Viemos a todas as edições. É um evento ótimo, que respeita o folião”, comentou o bombeiro.

No sábado, o maior bloco foi o Essa Boquinha Eu Já Beijei, que levou 40 mil pessoas ao gramado da Funarte, segundo os cálculos dos organizadores, que usaram drones para a estimativa. Houve ainda o Mulheres de Carnaval, no Setor Bancário Norte, e o Galo Cego, no Setor Bancário Sul.

Segurança


Para reforçar a segurança, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) colocou equipes nas entradas de cada bloco, além dos locais de passagem e em outros pontos estratégicos de grande circulação. Quem chegava com caixas, bolsas ou mochilas, era revistado. No sábado, não houve prisões, mas sete ocorrências foram registradas. Os policiais apreenderam itens de potencial perigo, como garrafas de vidro, 50 tesouras, 12 armas brancas, dois alicates, um soco inglês e uma arma de choque. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), 700 militares atuaram nas festividades. Até o fechamento desta edição, a pasta não havia concluído o balanço dos blocos de domingo.

Apesar de cada bloco ter brigadistas, o Corpo de Bombeiros atuou em rondas nas proximidades do Ginásio Nilson Nelson, onde ocorria o Carnaval no Parque, e no Complexo Cultural da Funarte. Cinco pessoas receberam atendimento. Uma delas havia se cortado sozinha, três sofreram queda e uma teve síncope.

Já o Departamento de Trânsito (Detran-DF) cuidou do tráfego. Os agentes montaram dois pontos de controle: na altura do Tribunal de Contas do DF e em frente ao ginásio Nilson Nelson, às margens da Via N1. Não houve registro de acidentes na área.

O órgão também fez duas operações de fiscalização para identificar condutores alcoolizados. Os agentes flagraram 32 condutores dirigindo sob efeito de álcool e três com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias. Motoristas de 80 veículos receberam multa por estacionamento irregular no Plano Piloto e 30 precisaram ser removidos para o depósito do Detran durante as operações.

17 
blocos de rua desfilaram no fim de semana

700 
policiais militares atuaram

32 
motoristas flagrados dirigindo alcoolizados

50 
tesouras apreendidas

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