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Correio Braziliense

Chuva alaga ruas e leva transtornos a moradores de Águas Claras

Na entrada de Águas Claras, o córrego que passa por baixo da Estrada Park Vicente Pires (EPVP), transbordou e invadiu a pista


postado em 24/02/2020 19:52 / atualizado em 24/02/2020 21:08

Quadra 207 de Águas Claras(foto: Arquivo Pessoal)
Quadra 207 de Águas Claras (foto: Arquivo Pessoal)
chuva que caiu sobre o Distrito Federal nesta segunda-feira (24/2) resultou em alagamentos e confusão em Águas Claras. Ruas ficaram inundadas e, em determinados trechos, o trânsito parou. Alguns carros quase foram encobertos pela enxurrada. 

 

"O que a gente percebe é uma falta de capacidade da rede pluvial de lidar com a quantidade de chuva. Ou, então, não é feita amanutenção adequada das bocas de lobo", avalia o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Águas Claras, Román Dario Cuattrin, que, ao longo do dia, recebeu várias fotos feitas por moradores que mostram o impacto da chuva (veja na galeria abaixo).

Ver galeria . 6 Fotos Praça na FlamboyantDivulgação
Praça na Flamboyant (foto: Divulgação )

 
Alguns dos pontos mais afetados foram as Ruas 16 e 17, na Boulevard Sul, inundadas depois de o córrego que passa por baixo da Estrada Park Vicente Pires (EPVP) transbordou. A Praça Flamboyant e a rotatória da Avenida Pau Brasil também foram afetadas. "Além de todo o transtorno, alguns veículos ficaram danificados depois de o motorista arriscar a passar pela água", comenta Cuattrin. 

 
Problema comum

O publicitário Robson de Oliveira Bruno, 31, tinha saído de casa em direção ao lado Norte da região administrativa quando foi surpreendido pelos efeitos da chuva. Próximo à estação do metrô, no balão da universidade Uniplan, ele percebeu que o nível da água estava muito alto, chegando quase à porta de alguns carros. 

"Os motoristas tentavam evitar o balão, porque a água poderia entrar nos veículos. Eu mesmo tive que fazer um gato e fazer um retorno onde não podia para voltar à pista principal e evitar o trecho", lembra. 

Morador da região há quase 10 anos, Robson comenta que não é a primeira vez que presencia a situação. Por duas outras vezes, o publicitário passou por pontos alagados da cidade. "A impressão que dá é que a boca de lobo está entupida, porque o alagamento é sempre pontual. A água acumula e sobe em determinados pontos", avalia.

Houve danos até mesmo no interior de condomínios. A administração do Top Life emitiu nota aos moradores informando que a piscina do local precisou ser interditada. "Informamos que devido à forte chuva que caiu hoje, dia 24 de fevereiro de 2020, na parte da tarde, os jardins transbordaram, ocasionando derramamento de terra no interior das piscinas", afirma o texto.

Resgate em Taguatinga

Em Taguatinga, na via Estádio, embaixo do viaduto do metrô, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)resgatou um morador de rua, de 71 anos, que estava ilhado na enxurrada. Por volta das 15h, os militares foram acionados e, ao chegarem ao local, encontraram Raimundo Nonato da Silva embaixo da ponte. Ele não estava ferido e não precisou ser levado ao hospital. Depois de ser resgatado, o morador foi orientado a   permanecer distante do ponto alagado, até que a água diminuísse. 

Pouco tempo depois, os bombeiros atenderam uma ocorrência na EPTG, sentido Taguatinga, próximo a ponte entre Vicente Pires e Águas Claras. Às margens da via, um veículo estava caído, e a motorista Juliana Taciane de Araujo foi retirada pelo CBMDF. Ela também não apresentava ferimentos. 

A forte chuva desta segunda-feira também provocou uma erosão na QNO 20 Conjunto 15, próximo ao Setor de Indústria da Ceilândia. No local, os militares precisaram interditar a via, tendo em vista que uma cratera de cerca de 10 metros de comprimento por oito metros de largura e, mais ou menos, seis de profundidade se formou na área verde e estava sob o asfalto. O Corpo de Bombeiros acionou a Defesa Civil e a Companhia Energética de Brasília (CEB), porque existe risco da erosão atingir também postes da rede elétrica.

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