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Correio Braziliense

Feminicídio: professora de Luziânia (GO) é morta e ex-marido é suspeito

O crime aconteceu na noite de segunda-feira (24/2), na frente da casa da professora, em Luziânia (GO)


postado em 25/02/2020 11:56 / atualizado em 25/02/2020 20:12

A professora Shellyda Duarte, 31 anos, foi atingida por, pelo menos, seis tiros, segundo a polícia civil. Ex-marido é o suspeito e está foragido (foto: Redes sociais)
A professora Shellyda Duarte, 31 anos, foi atingida por, pelo menos, seis tiros, segundo a polícia civil. Ex-marido é o suspeito e está foragido (foto: Redes sociais)
Uma mulher foi morta a tiros quando saía de casa com os dois filhos e a mãe, no Bairro Sol Nascente, em Luziânia (GO), distante cerca de 60km de Brasília. Por volta das 19h desta segunda-feira (24/2), a professora Shellyda Duarte, 31 anos, foi executada com seis disparos de arma de fogo na região do tórax e no abdômen.  Segundo investigação, o ex-marido Márcio Ordones da Silva, 41, é o principal suspeito. Após balear a mulher, ele fugiu de carro. 
 
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o suspeito do crime é tratado como feminicídio. A vítima chegou a ser encaminhada pelos familiares à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Ingá, mas não resistiu aos ferimentos. Investigações apontam que a mulher estava separada havia cinco anos do ex-marido, mas o homem não aceitava o fim do relacionamento. No momento do crime, ela saía de casa em um carro, quando Márcio a abordou ainda na garagem e efetuou os disparos. 
 
Shellyda Duarte era professora de matemática do Colégio Estadual José Carneiro Filho (Jocaf). De acordo com a Polícia Civil, testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer o caso. “Foram requisitados exames periciais e o suspeito encontra-se foragido. O caso ainda tem muito o que ser investigado”, frisou o delegado Bruno Van Kuyk. 

Violência doméstica 

A polícia informou que o suspeito tinha diversas denúncias por violência doméstica e ficou preso por stee meses no Centro de Detenção Provisória de Luziânia e utilizava tornozeleira eletrônica por descumprir medida protetiva. 

Manifestação 

O Coletivo Somos Rosas organiza, para o próximo sábado (29/2), a 1° Caminhada Pelo Fim da Violência Contra a Mulher de Luziânia GO. A organização convida a população para uma manifestação pacífica, que acontecerá no Sol Nascente, em Luziânia, a partir das 16h. 

A concentração será em frente ao Colégio Estadual José Carneiro Filho (Colégio JOCAF), onde Shellyda trabalhava e vai passar pela rua onde ela morava. Os organizadores pedem que levem cartazes, flores e vistam camisetas brancas.
(foto: Divulgação/redes sociais )
(foto: Divulgação/redes sociais )
 
Fique por dentro

O que é feminicídio?
Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação, é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.


Tipos de violência contra a mulher
Nem todos sabem, mas a violência contra a mulher vai muito além de agressões, estupros e assassinatos. A Lei Maria da Penha sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica.

Além das violências físicas mais conhecidas como as agressões, estão também enquadradas na primeira categoria ações como atirar objetos com a intenção de machucar a mulher, apertar os braços, sacudi-la e segurá-la com força.

A violência moral está atrelada ao constrangimento que o agressor pode causar a vítima como expor a vida íntima do casal para outras pessoas e o vazamento de fotos íntimas na Internet. Calúnias, difamação ou injúria também fazem parte desse tipo de violência.

Diferentemente do que muitos podem pensar, a violência sexual não se resume a forçar uma relação íntima. Obrigar a mulher a fazer atos que a causem desconforto, impedi-la de usar métodos contraceptivos, ou a abortar, também são considerados formas de opressão.
Controlar os bens , guardar ou tirar dinheiro sem autorização da mesma, e causar danos de propósito em objetos são alguns exemplos de violência patrimonial.

Por fim, a violência psicológica consiste em diminuir a autoestima da mulher, sendo com humilhações, xingamentos, desvalorização moral que implicam em violência emocional. Tirar direitos de decisão e restringir liberdade também fazem parte da última categoria.
Fonte: Agência Patrícia Galvão. 
 
 

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