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Correio Braziliense

Coronavírus: passageiros circulam no Aeroporto de Brasília usando máscaras

A empresa que administra o aeroporto tem oferecido informações sobre a doença por meio de banners em telas e emitido recados sonoros de uma em uma hora, com as informações em português, inglês, espanhol e mandarim para alertar sobre o novo vírus


postado em 26/02/2020 21:51 / atualizado em 26/02/2020 21:51

Passageiros desembarcam em Brasília utilizando máscaras de proteção após anúncio de quatro possíveis casos do coronavírus no DF(foto: Imagens cedidas ao Correio)
Passageiros desembarcam em Brasília utilizando máscaras de proteção após anúncio de quatro possíveis casos do coronavírus no DF (foto: Imagens cedidas ao Correio)
Passageiros começam a circular nas áreas de embarque do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek usando máscaras. Com medo da infecção pelo coronavírus, muitos adotaram a medida de precaução na passagem pelo terminal nessa quarta-feira de cinzas (26/2). 

De acordo com a empresa que administra o aeroporto, a Inframerica, as medidas adotadas em relação ao vírus tem sido alinhadas com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o momento, o aeroporto oferece banners em telas informando como se pega a doença, como identificar os sintomas e como se prevenir. Além disso, recados sonoros são reproduzidos de uma em uma hora, com as informações em português, inglês, espanhol e mandarim. 

Ainda segundo a Inframerica, pelo aeroporto não passam aviões vindos da China e da Europa. Apenas Lisboa possui rota direta com a capital federal. O país ainda não teve nenhum caso da doença confirmado. 

Estoques esgotados


A procura pelo por máscaras em drogarias do Distrito Federal também fez com que o estoque na Rua das Farmácias ficasse esgotado ainda na manhã de hoje. De acordo com os comerciantes, a expectativa é de que mais unidades sejam colocadas à venda amanhã (27/2). O álcool em gel também vem fugindo das prateleiras das lojas. Até as 16h, restavam poucas unidades no local. 

De acordo com o infectologista do Hospital Brasília André Bon, a população que não apresenta sintomas da doença, não precisa utilizar a máscara. “A máscara pode ser, sim, um produto de prevenção, mas não faz sentido que toda a população compre. Isso acaba gerando um desabastecimento desnecessário. Por isso, nós recomendamos que apenas pessoas que vão ter contato com alguém infectado ou quem está infectado com o vírus usem o item, a fim de evitar a propagação”, explicou. 

Segundo os farmacêuticos os produtos devem ser repostos diariamente.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irã nos últimos dias. Até o momento, cerca de 3 mil pessoas já morreram infectadas com a doença. 

Os casos suspeitos do DF foram divulgados pela manhã, sendo três na rede privada e um na rede pública. Até o início da tarde, dois dos casos haviam sido descartados e os outros dois seguiam sob análise.

Na terça-feira, o Brasil teve o primeiro caso de coronavírus confirmado em São Paulo. Trata-se de um homem de 61 anos que chegou da Itália na última semana. Ele está internado no Albert Einstein e é o primeiro brasileiro diagnosticado com a doença até o momento. Segundo os dados do Ministério da Saúde, 20 outros casos estão em análise no país. Esse número ainda não inclui os pacientes do DF. 

No último domingo (23/2), os 34 brasileiros repatriados de Wuhan, na China, cidade epicentro da doença, foram liberados da quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO). Das 58 pessoas que permaneceram os 14 dias em quarentena no local, cinco seguiram viagem para Brasília. Os passageiros fizeram testes diários que descartaram a presença do vírus. 

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