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Correio Braziliense

Após cinco anos de paralisação, obra do viaduto de Taguatinga é inaugurada

Motoristas, no entanto, divergem sobre o impacto positivo do alargamento do trecho, no trânsito da região


postado em 28/02/2020 13:43 / atualizado em 28/02/2020 14:57

Nova configuração do viaduto possui 11 faixas de circulação(foto: Adriano Teixeira/Novacap)
Nova configuração do viaduto possui 11 faixas de circulação (foto: Adriano Teixeira/Novacap)
Iniciada em 2015 e paralisada desde 2017, a obra de ampliação do viaduto da Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) e da Estrada Parque Contorno (EPTC) foi inaugurada, na manhã desta sexta-feira (28/2). O viaduto fica na entrada de Taguatinga, próximo à Praça do Relógio e dá acesso ao centro da região administrativa. 

O objetivo do alargamento é contribuir para o fluxo de cerca de 135 mil motoristas que passam pelo local, diariamente. Taguatinga, Águas, Claras, Ceilândia e Samambaia são as principais regiões a serem impactadas pela obra, que custou cerca de R$ 5 milhões, de acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF). “Vai beneficiar toda a população da região. É um trevo. Então, passando por aqui, você vai para Águas Claras, vem de Vicente Pires e vai para o Sol Nascente, por exemplo”, disse Paco Britto vice-governador do Distrito Federal, na cerimônia de inauguração da obra, na manhã desta sexta-feira (28/2).

A nova configuração do viaduto possui 11 faixas de circulação. Destas, cinco são no sentido Taguatinga/Plano Piloto e quatro no sentido Plano Piloto/Taguatinga. Outras duas faixas centrais serão destinadas ao tráfego de ônibus. Mesmo com a ampliação da via, a velocidade no trecho do viaduto permanece em 60km/h.

Na antiga formatação, o viaduto tinha 60 metros de extensão, com três faixas em cada sentido. Com a reforma, o trecho passa a ter 41,80 metros de largura.
 
No entanto, para o motorista por aplicativo Renato de Moraes, 42 anos, a obra não desafoga o trânsito no centro de Taguatinga, como o esperado. “Não melhorou muita coisa. A solução ainda não é essa. Eles podiam fazer algo melhor porque alargaram o viaduto, mas ao chegar no centro, dá o mesmo engarrafamento”, reclama o morador do Riacho Fundo 2.
 
Para o motorista por aplicativo Renato de Moraes, 42 anos, a obra não desafoga o trânsito no centro de Taguatinga(foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
Para o motorista por aplicativo Renato de Moraes, 42 anos, a obra não desafoga o trânsito no centro de Taguatinga (foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
 

Morador de Águas Claras, o vendedor Sérgio Moura, 45 anos, passa pelo viaduto todos os dias para ir até o trabalho, no centro de Taguatinga. Para ele, o alargamento do trecho será positivo para os motoristas que passam na região. “Acho que vai melhorar. Vai amenizar porque ali em cima (do viaduto) sempre ficava cheio. A saída e a entrada da tesourinha ficava muito impactada. O pessoal que vinha para pegar o centro ficava parado muito tempo. E isso trazia problema até lá embaixo, na Elmo Serejo”, pontuou.
 
Morador de Águas Claras, o vendedor Sérgio Moura, 45 anos, passa pelo viaduto todos os dias para ir até o trabalho, no centro de Taguatinga. (foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
Morador de Águas Claras, o vendedor Sérgio Moura, 45 anos, passa pelo viaduto todos os dias para ir até o trabalho, no centro de Taguatinga. (foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
 
 
 

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