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Correio Braziliense

Bancos de leite pedem ajuda para reforçar estoques em tempos de pandemia

Com as previsões de que a transmissão do coronavírus se agrave na cidade, é importante reforçar os estoques. Mães que estejam saudáveis e amamentando seus filhos podem entrar em contato com Secretaria de Saúde para fazer a doação


postado em 22/03/2020 08:00

(foto: Profissionais de saúde e Corpo de Bombeiros seguem rigorosos protocolos para garantir a segurança do leite )
(foto: Profissionais de saúde e Corpo de Bombeiros seguem rigorosos protocolos para garantir a segurança do leite )
Os estoques dos bancos de leite do Distrito Federal estavam próximos de atingir a capacidade ideal de armazenamento para atender os bebês prematuros quando a cidade, o país e o mundo começaram a enfrentar as infecções pelo novo coronavírus. Por isso, mães saudáveis e que amamentem seus filhos podem fazer esse gesto de solidariedade e garantir que os estoques sejam reforçados para encarar os períodos mais críticos da pandemia na capital federal.

“Precisamos melhorar os nossos estoques, porque não sabemos como será daqui para a frente. As previsões são ruins, as pessoas precisam ter bom senso e ficar em casa. Se não abaixarmos a curva de transmissão, não poderemos fazer coletas. Para suportar esse período (caso ele ocorra), precisamos melhorar os estoques, porque os bebês prematuros continuarão nascendo”, alerta a coordenadora dos Bancos de Leite Humano do DF, Miriam Santos.

Ela garante que tanto os bancos de leite quanto o Corpo de Bombeiros Militar do DF, que faz a coleta em casa do leite humano, trabalham com rigor para garantir a segurança do alimento e, agora, vão reforçar ainda mais os cuidados. Com relação às doadoras, as recomendações se mantêm: prender os cabelos, usar máscara e fazer a coleta, após massagear a mama, em pote de vidro esterilizado e com tampa de plástico. Não é indicado usar recipiente de plástico.

Quem não tiver os potes disponíveis em casa pode entrar em contato com a Secretaria de Saúde pelo 160, opção 4, ou acessar o site Amamenta Brasília — www.saude.df.gov.br/amamenta-brasilia — e fazer o cadastro. A equipe de saúde fará contato direto com a doadora.

“O banco de leite oferece todo o material necessário”, lembra Miriam. Nesses casos, o Corpo de Bombeiros pode deixar o equipamento na casa da doadora ou um parente pode buscá-lo na unidade de saúde mais próxima de casa para levá-lo à lactante. Depois, os militares devem ser acionados para coletar a doação de leite humano, tomando as precauções e seguindo protocolos necessários.

Atenta à importância do ato, a produtora executiva Patrícia Fontoura, 35 anos, continua a doar o leite materno. Ela chegou a colher quatro potes por semana para entregar aos bancos de leite públicos. Hoje, com a filha de 4 meses, a quantidade doada é menor, mas Patrícia faz a coleta sempre que possível. “Em um dos grupos que eu faço parte tem poucas doadoras, eu fico preocupada, é muito importante doar. Até divulguei em outros grupos porque acho essencial.”
 

Amamentação


Miriam Santos destaca, ainda, que todos os bancos de leite do DF estão aptos a ajudar as mães também nas dificuldades que aparecerem na amamentação durante esse período. “Se for preciso, faremos até videoconferências”, afirma. O esforço dos profissionais de saúde será sempre para evitar que elas saiam de casa. O contato inicial pode ser feito por telefone (veja Serviço).

O Ministério da Saúde, por meio de nota técnica publicada na última semana, informou não haver evidência científica de transmissão da Covid-19 por leite materno até o momento, portanto a amamentação deve seguir normalmente. Segundo o documento, os benefícios do ato superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus por meio do leite materno. Mesmo as mulheres que tiverem diagnóstico de infecção por coronavírus e que desejam amamentar, devem ser estimuladas a fazê-lo.

Caso a mãe infectada não se sinta segura para amamentar, pode retirar o leite e dá-lo à criança em um recipiente. Nos dois casos, os cuidados são os mesmos: lavar as mãos com sabão por, pelo menos, 20 segundos antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno; usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação; e trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou de espirro.

O único estudo clínico disponível sobre transmissão de mãe para feto do novo coronavírus, realizado com seis pacientes com pneumonia causada pela doença, pesquisou a presença do vírus em amostras de líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, leite materno e swab da orofaringe do recém-nascido. O estudo demonstrou não haver presença do vírus nessas secreções.

Colaborou Celimar Meneses, estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer

Serviço


Para doar leite, procure o Banco de Leite Humano mais perto de você. Lá também é possível ter orientações sobre amamentação
  • Hospital Regional de Taguatinga: 2017 1702
  • Hospital Regional de Ceilândia: 2017-2000 (Ramal: 3033)
  • Hospital Regional de Samambaia: 2017-2202
  • Hospital Regional da Asa Norte: 2017-1900 (Ramal 7102/7103)
  • Posto de Coleta São Sebastião: 2017-1500 (Ramal 6591)
  • Hospital Regional de Santa Maria: 4042-7770 (Ramal 5529 ou 5530)
  • HRL – Paranoá: 2017-1579
  • Hospital Regional deSobradinho: 2017-1204
  • Hospital Regional de Brazlândia: 2017-1302
  • Hospital Materno-Infantil de Brasília: 2017-1608
  • Banco de Leite Humano do Gama: 2017-1842
  • Banco de Leite Humano de Planaltina: 2017-1369


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