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Correio Braziliense

"Evitem o deslocamento a Brasília", diz governador de Goiás

Ronaldo Caiado (DEM) afirmou que Brasília "foi a cidade mais comprometida nos últimos dias" e pediu para que a população do Entorno "pare de ficar passeando" na capital


postado em 26/03/2020 13:13 / atualizado em 26/03/2020 13:30

Caiado ainda criticou indiretamente discurso de presidente Bolsonaro, que chamou coronavírus de
Caiado ainda criticou indiretamente discurso de presidente Bolsonaro, que chamou coronavírus de "gripezinha" (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), pediu, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (26/3), para que a população do Entorno "pare de ficar passeando em Brasília". O pronunciamento aconteceu durante o anúncio da primeira morte de uma moradora de Goiás devido ao novo coronavírus

A vítima é uma idosa de 66 anos, que apresentava comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), além de histórico recente de dengue, de acordo com a Secretaria de Saúde de Goiás. A pasta também afirmou que ela esteve no Distrito Federal há 10 dias, antes de apresentar os primeiros sintomas gripais. 

"Tenho dito e repetido à população: evitem o deslocamento a Brasília. Lá foi a cidade mais comprometida nos últimos dias, é o local com maior pico de crescimento de contaminação do coronavírus. E a capital tem uma estrutura hospitalar. O Entorno é uma região com muita fragilizada na área de atendimento hospitalar público", declarou Caiado.

O governador lembrou ainda que existem pessoas que moram no Entorno, mas estão trabalhando no DF, então não podem deixar de realizar esse deslocamento. Porém, quem não pertence a esse grupo deve contribuir com o saúde pública evitando passeios. "A região do Entorno é a mais preocupante neste momento em que estamos encarando o coronavírus", avaliou.

Crítica

Caiado também utilizou da entrevista coletiva para reforçar o pedido de isolamento social com críticas indiretas ao presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), que vem adotando uma postura contrária nos discursos. "Quem considera isso uma 'gripezinha', pode se candidatar como voluntário. Venha para cá e nos ajude a locomover pacientes, auxiliar as pessoas. Quem é muito palpiteiro e fica analisando à distância, venha nos ajudar", disse.

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