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Correio Braziliense

Fábrica clandestina usava material gelatinoso para fabricar álcool em gel

Fabricação ocorria no interior de uma distribuidora de medicamentos. Estabelecimento foi fechado pela Polícia Civil (PCDF)


postado em 26/03/2020 14:04

O proprietário foi preso em flagrante e o material utilizado foi apreendido(foto: Fotos: PCDF)
O proprietário foi preso em flagrante e o material utilizado foi apreendido (foto: Fotos: PCDF)
Fabricantes de álcool em gel adulterado utilizavam a fórmula de um material gelatinoso aplicado em exames de ultrassom para produzir a mercadoria clandestina e vender à população do DF. A fábrica funcionava no interior de uma distribuidora de medicamentos, em uma área comercial do Jardim Botânico, e foi fechada pela Polícia Civil (PCDF), na tarde de quarta-feira (25/3).

No local, os policiais apreenderam cerca de 200 frascos do produto embalados e rotulados. Também foram apreendidos materiais utilizados na fabricação da mercadoria. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por produzir, vender e manter um depósito do produto sem autorização das entidades saneantes responsáveis. 

“As pessoas devem ter muito cuidado onde adquirem os produtos. Não se sabe qual vai ser o resultado de alguns deles. Além de não serem eficazes, podem trazer danos à saúde. Não sabemos, efetivamente, o que há nas fórmulas”, alertou Wisllei Salomão, delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), encarregada da ação que fechou o estabelecimento no Jardim Botânico. 

De acordo com Salomão, a responsável técnica pela produção da mercadoria adulterada está sendo investigada. “Caso seja constatado que o produto é impróprio para consumo e que não contém os dizeres do rótulo, ela também pode ser responsabilizada pelo crime”, pontuou o investigador. O material foi encaminhado para perícia.  

O dono do estabelecimento irá responder por crime contra a saúde pública, considerado hediondo. A pena varia de 10 a 15 anos de prisão. 

Recorrente

Com a procura elevada e a escassez do produto, em função da pandemia de coronavírus, as fabricações de álcool em geladulterado se multiplica. Na terça-feira (24/3), a Polícia Civil deflagrou a operação Mau Negócio e apreendeu 588 unidades da mercadoria falsificada em dois estabelecimentos comerciais da capital. 
 
Por meio de denúncia anônima, agentes da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) chegaram a uma loja da 512 Sul e confirmaram venda ilegal de frascos do produto, que não tinham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, não poderiam ser comercializados. 

No estabelecimento foram encontradas 26 caixas do material guardadas, em um depósito. Cada caixa continha 26 unidades. O proprietário do estabelecimento tinha outras duas lojas: na 504 Sul e em Vicente Pires. Nesta última, foram encontradas mais 23 caixas, com 12 unidades cada. Todos os frascos foram apreendidos.

Em 20 de março, a PCDF e o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF) também flagraram uma farmácia, em Sobradinho I, que vendia álcool em gel sem autorização. O estabelecimento foi interditado. 





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