Cidades

Casos dobram, mas mortes caem

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 29/03/2020 04:06
Dados do quinto boletim epidemiológico produzido pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, mostram que o número de casos prováveis de dengue mais que dobraram durante os três primeiros meses do ano. Entre 29 de dezembro de 2019 e 14 de março, já são mais de 12,1 mil. No mesmo período do ano passado foram 5,9 mil.

Se, por um lado, as notificações aumentaram, por outro, as mortes diminuíram. No ano passado, até o dia 7 de março de 2019, quatro pessoas já haviam morrido. Este ano, até então, confirmou-se apenas uma morte. Porém, ainda segundo o boletim, outros nove óbitos estão em investigação.

Das 31 regiões de saúde da capital, 12 têm alta incidência de dengue (ou seja, têm mais de 300 casos por 100 mil habitantes) e apenas três têm baixa incidência (até 100 casos por 100 mil habitantes). Na média entre todas as regiões, a capital apresenta 397,44 casos por 100 mil habitantes e, portanto, é classificada como uma cidade com alta incidência da doença.

Até o último levantamento do Ministério da Saúde, o Distrito Federal estava entre as unidades da federação com mais casos de dengue, ocupando o 6; lugar no ranking nacional. A capital ficou atrás do Acre, do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, onde cenários ainda mais graves foram registrados.
Na manhã de ontem (sábado), a Secretaria de Saúde fez uma força-tarefa para combate do mosquito da dengue, em Ceilândia, no Sol Nascente e Pôr do Sol e em Santa Maria. Mais de 200 agentes inspecionaram casas para checar se há foco da doença. Com as chuvas recentes, é comum o acúmulo em reservatórios. Em Santa Maria, usou-se um drone na ação.

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