Esta matéria foi publicada originalmente na edição de 12 de setembro de 1973 do Correio. Sua republicação faz parte do projeto Brasília Sexagenária, que até 21 de abril de 2020 trará, diariamente, reportagens e fotos marcantes da história da capital. Acompanhe a série no site especial e no nosso Instagram. A menor Ana Lídia Braga, com sete anos de idade, foi raptada às 14 horas de ontem por um homem não identificado, quando chegava ao Colégio Madre Carmem Salles, situada na L-2 Norte. Em seguida, o desconhecido levou a garota para as proximidades da Faculdade de Educação, na UnB, onde havia um táxi de cor vermelha esperando-os. O veículo tomou rumo do “minhocão”, desaparecendo.
O rapto
Álvaro Braga e Heloisa Rossi Braga, pais da menor, na tarde de ontem, ou seja às 14 horas, deixaram-na no Colégio Madre Carmem Salles e dirigiram-se ao DASP, local onde trabalham.
Segundo informações prestadas por um jardineiro daquele Colégio, o raptor da menor que é de cor clara, alto, e trajava calça verde-oliva. Permanecera sentado no meio-fio, como se esperasse alguém. Logo que a menor chegou com seus pais e encaminhava-se para a sala de aula, foi por ele abordada. Depois de permanecer alguns minutos com Ana Lídia, segurando sua mão, ambos deixaram o local e dirigiram-se para as proximidades da Faculdade de Educação, na Universidade de Brasília, onde tomaram o táxi. 
Descoberta
Às 17,15 horas aproximadamente, a empregada doméstica dos pais da criança, que residem na SQN 405/6, Bloco 40, apartamento 108, na Asa Norte Residencial, dirigiu-se ao Colégio Madre Carmem Salles, no intuito de levar a menor para casa. Quando lá chegou, não mais encontrou a garota e foi informada pelo jardineiro do colégio que a mesma “não tinha assistido aulas e que havia deixado o educandário logo depois de ter haver chegado”. Imediatamente a doméstica cientificou sua patroa. A mãe da menor aos prantos, correu ao local e em seguida procurou a polícia.
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Providências
O Chefe da Polícia Civil, delegado Aderbal Silva, e Coordenador de Polícia, José Alexandre, movimentaram a Polícia Civil e Militar do Distrito Federal, para locar a menor, apegando-se a à única existe, “o táxi vermelho”.
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