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Correio Braziliense

Crise econômica: para presidente da CDL-DF, prioridade é salvar vidas

José Carlos Magalhães Pinto elogiou o decreto do GDF como medida de combate ao coronavírus, mas acredita que, até o fim de abril, os comércios voltem a funcionar


postado em 31/03/2020 15:07 / atualizado em 31/03/2020 15:30

Para José Carlos, os empresários, agora, estão focados em cumprir com a folha de pagamento, que começa a vencer na próxima semana(foto: Ana Rayssa/CB/DA Press)
Para José Carlos, os empresários, agora, estão focados em cumprir com a folha de pagamento, que começa a vencer na próxima semana (foto: Ana Rayssa/CB/DA Press)
''A prioridade é salvar vidas", disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, em entrevista ao CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, na tarde desta terça-feira (31/3). Ele ressaltou que o momento de enfrentamento à Covid-19 é difícil para todos e que alguns comércios têm fluxo de caixa que aguenta mais 15 dias apenas. 

"Já são três anos pedalando numa crise. Nunca saímos dela de verdade. Dezembro foi um mês bom. A arrecadação melhor foi em janeiro. Já em fevereiro, com o carnaval, o comércio fica mais fraco. Vejo a apreensão do setor produtivo'', disse. Para José Carlos, os empresários, agora, estão focados em cumprir com a folha de pagamento, que começa a vencer na próxima semana. “Ela é primordial”, afirma.

O presidente da CDL-DF aponta algumas medidas que os governos federal e local podem tomar para auxiliar a categoria, como postergar impostos e subsidiar empréstimos. ''Isso dará um alento, porque já alivia o caixa e dá uma luz ao empresário'', disse.

José Carlos elogiou as medidas preventivas tomadas pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) e acredita que a ampliação do decreto de fechamento dos comércios e escolas, divulgada nesta terça-feira (31/3), pode ajudar ainda mais no combate ao coronavírus. No entanto, ele não acredita que poderá se estender até o fim de abril. ''Acho pouco provável, porque nos preparamos antes e o impacto pode ser menor. Pode ser por uma semana a mais, se a doença crescer. Mas até o fim do mês, não'', aposta.

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