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Correio Braziliense

Projeto CoronaVidas pede ajuda de empresários para produção de equipamentos

Voluntários fazem protetores faciais e respiradores mecânicos, mas agora esbarram em falta de insumos


postado em 31/03/2020 17:32

Máscaras de proteção produzidas com impressoras 3D(foto: Divulgação)
Máscaras de proteção produzidas com impressoras 3D (foto: Divulgação)
O projeto CoronaVidas pede ajuda a empresas dos ramos de metalurgia, logística e inspeção para produzir Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que ajudam a combater a disseminação da Covid-19. O grupo de voluntários produz os equipamentos com impressoras 3D e injetoras de plástico e os fornecem a hospitais referências da rede pública.

Aos empresários, o projeto pede ajuda para conseguir os insumos, como polímero e acetato, fazer o transporte dos produto e inspecionar o material produzido. Da sociedade civil, o CoronaVidas pede que divulgue e contribua com os financiamentos online.

Até agora o grupo já produziu 900 máscaras apenas usando impressoras 3D. Segundo os voluntários, essa produção poderia ter sido muito maior com o equipamento certo, já que uma impressora 3D leva 3h para produzir uma unidade de protetor facial, enquanto uma injetora de plástico (equipamento mais robusto) produz 600 protetores faciais em 1h.

Duas empresas acataram o projeto e a partir da semana que vem o grupo fará EPIs com essas injetoras, aumentando a produção. Os voluntários entendem que enquanto eles esbarram nos insumos para aumentar a produção, as empresas esbarram na falta de isenção fiscal para aumentar as doações. Segundo eles, na legislação atual, a empresa doa e ainda tem que pagar imposto.

Além de máscaras, o grupo está trabalhando com inteligência artificial para compreender como será a projeção dos casos de Covid-19 e com a produção de respiradores mecânicos que vão ser usados para os pacientes que entrarem em insuficiência respiratória. Para os respiradores, o projeto precisa de parceiros para produção de molde e outros componentes.

A iniciativa surgiu na Bahia, depois que alguns professores da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) começaram a produzir EPIs para Salvador e região metropolitana. Logo, outras cidades começaram pedir abastecimento desses materiais.

Atualmente, são cerca de 14 cidades, entre Rio e São Paulo, e cerca de 400 voluntários que auxiliam na produção dos equipamentos. O grupo conta com professores, pesquisadores, médicos, engenheiros, designers e empresários.

É possível ajudar o projeto no site coronavidas.net

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