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Correio Braziliense

Coronavírus: Saúde dispõe novas regras para acompanhantes na hora do parto

A secretaria orienta que a gestante não deve estar com pessoas que sejam do grupo de risco da nova pandemia ou que apresentem sintomas de gripe


postado em 01/04/2020 17:30 / atualizado em 01/04/2020 17:54

Tanto a mãe quanto o bebê devem ser resguardados de qualquer contato que esteja com sintomas gripais(foto: Geovana Albuquerque/SES-DF)
Tanto a mãe quanto o bebê devem ser resguardados de qualquer contato que esteja com sintomas gripais (foto: Geovana Albuquerque/SES-DF)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) definiu novas regras para os acompanhantes das gestantes que procuram a rede pública na hora do parto. As orientações, lançadas nesta quarta-feira (1º/4), indicam que a pessoa que se irá deslocar com a grávida ao hospital não deve ser do grupo de risco do novo coronavírus e não pode apresentar sintomas de gripe. 

O objetivo das regras impostas pela pasta é que tanto a gestante, quanto o bebê, estejam protegidos da Covid-19. Além da alteração no protocolo de acompanhamento, também foram realizados ajustes referentes a visitas às parturientes e aos recém-nascidos, como explica a referência técnica distrital de ginecologia e obstetrícia da SES-DF, Marta de Betânia Teixeira.

“Cada gestante tem direito a um acompanhante, desde que não esteja com sintomas gripais. “Além disso, as pacientes são orientadas a dar preferência a acompanhantes fora dos grupos de risco para Covid-19. Se a gestante tiver uma doula, terá que escolher entre ela ou seu parceiro ou acompanhante”, explica a profissional da secretaria. 

Cada rede adotou ainda um procedimento de atendimento para os casos de partos. “Foi feito um fluxo local para cada hospital, de acordo com as peculiaridades de cada unidade hospitalar. Alguns locais são maiores e mais ventilados; outros, nem tanto. Cada superintendência organizou o fluxo de acordo com o espaço disponível na rede”, acrescenta Marta Teixeira.

Momento do parto 

Nos casos de cesarianas, alguns hospitais apenas poderão liberar o acompanhante dentro da sala do Centro Obstétrico se equipamentos de proteção individual (EPIs) estiverem disponíveis. Caso o número de EPIs esteja reduzido, o acompanhante verá o parto pelo vidro, do lado de fora da sala.

Segundo a Secretaria de Saúde, todas as gestantes estão recebendo orientações acerca do risco de contaminação do coronavírus dentro das unidades hospitalares, uma vez que a circulação nesses espaços e nos centros obstétricos é grande, pois há várias equipes médicas.

As grávidas que tiverem sintomas ou forem casos confirmados do novo coronavírus serão transferidas para internação no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no atendimento a esses quadros. Não sendo confirmada necessidade de internação, a gestante é orientada a ficar em isolamento domiciliar.

Alteração de fluxo

Com o objetivo de reduzir o fluxo de entrada e saída das pessoas, alguns hospitais da rede pública estenderam os turnos de acompanhamento das gestantes e parturientes. O horário foi estendido de 6 horas para 12 horas. Esse protocolo foi adotado pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). As maternidades também diminuíram ou eliminaram os horários de visitas para evitar aglomerações.

Quanto às altas das mães e bebês, não houve nenhuma alteração. Cada tipo de parto segue protocolos distintos: de 24 horas a 48 horas para parto normal e de 48 horas a 72 horas para cesariana.

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