Cidades

Mulher que atropelou e matou ciclista na DF-459 é denunciada pelo crime

O MPDFT apresentou o inquérito ao TJDFT na segunda-feira (1º/4). A acusada poderá responder pelo homicídio doloso de Jailson Barbosa de Oliveira e por embriaguez ao volante

Sarah Peres
postado em 02/04/2020 15:30
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
Jailson Barbosa foi atropelado enquanto pedalava pela ciclofaixaO Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou a motorista Luzia Ferreira de Assis, 24 anos, pela morte do ciclista Jailson Barbosa de Oliveira, 34. Oatropelamento ocorreu na DF-459, via que liga Ceilândia e Samambaia, na manhã do dia 25 de janeiro deste ano. A vítima ficou em estado grave e chegou a ser resgatada e levada ao hospital, mas faleceu dois dias depois.

Luzia foi denunciada pelo homicídio doloso de Jailson e por embriaguez ao volante na segunda-feira (1/4). O ministério também pediu a fixação de valor mínimo para a reparação dos danos decorrentes da morte do ciclista. Agora, o processo passará por análise no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), quando será decidido se ela se tornará réu pelos delitos.
O carro estava com os pneus carecas e com o IPVA vencido

Conforme apuração realizada pela 15; Delegacia de Polícia (Ceilândia Sul), a acusada não tinha carteira de habilitação, estava bêbada e havia consumido cocaína. Além disso, os investigadores descobriram que a mulher saiu de casa, na Cidade Estrutural, ainda na noite do dia 24 de janeiro. Ela conduziu o veículo na companhia do marido até Ceilândia, para encontrar uma amiga. Ambos estavam bêbados.

A condutora continuou bebendo em uma distribuidora de Ceilândia e, depois, seguiram para um bar da região. Ali, ocorreu uma confusão e eles decidiram seguir para uma festa no Recanto das Emas. Luzia continuou na direção do carro e foi nesse trajeto que ela invadiu a ciclofaixa e atropelou Jailson, que estava a caminho do trabalho.

Socorro e liberdade

Após o acidente, Luzia foi presa e Jailson chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). No domingo, a suspeita passou por audiência de custódia e conseguiu a liberdade provisória. A juíza que analisou o caso, Luciana Gomes Trindade, avaliou que a conduta ;não evidenciou periculosidade exacerbada da autora;.

Nos autos, a magistrada declarou que ;o fato é abstratamente grave;, e ressaltou o histórico da motorista. ;Entendo que a conduta em si não causou significativo abalo da ordem pública nem evidenciou periculosidade exacerbada da sua autora, de modo a justificar sua segregação antes do momento constitucional próprio. Além disso, este possui diversas condições pessoais favoráveis, como o fato de ser primário e possuir bons antecedentes, a existência de residência fixa com confirmação do endereço a ser realizada perante o Juízo natural da causa e trabalho lícito;, analisou, à época.

Poucas horas após Luzia ser colocada em liberdade, o ciclista Jailson morreu no HRC. A situação foi recebida com indignação e pedidos de justiça por parte da família da vítima. O homem deixou uma ex-mulher e uma filha, de dois anos.
Jailson Barbosa ia de bicicleta para o trabalho quando foi atropelado

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