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Correio Braziliense

PCDF alerta sobre álcool em gel: só utilize se não tiver água e sabão

Polícia Civil alerta para perigos no uso do produto de maneira incorreta no combate ao coronavírus. População deve dar prioridade, sempre que possível, a lavar as mãos com água e sabão, para reduzir as chances de acidentes domésticos


postado em 03/04/2020 06:00

Apesar de ser menos inflamável do que o composto líquido, o produto em gel produz chama invisível quando entra em combustão e pode apresentar risco de queimadura(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Apesar de ser menos inflamável do que o composto líquido, o produto em gel produz chama invisível quando entra em combustão e pode apresentar risco de queimadura (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O álcool em gel 70% é uma das maneiras eficazes de se prevenir contra infecções pelo novo coronavírus. No entanto, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) orienta que o uso do produto é indicado apenas nos momentos em que não se tem acesso a água e sabão, sobretudo para se evitar acidentes domésticos. Isso porque o composto, quando em contato com o fogo, entra em combustão. A chama propagada é, muitas vezes, invisível, o que torna acidentes desse tipo ainda mais perigosos. Devido ao uso recorrente do produto para higienizar as mãos com o objetivo de combater a Covid-19, relatos de acidentes domésticos que causam queimaduras têm sido registrados.

Segundo o perito criminal Emerson Pinto de Souza, diretor do Instituto de Criminalística (IC) da PCDF, uma pessoa só deve usar o álcool em gel quando estiver sujeita a contaminação fora do ambiente doméstico. “O produto deve ser utilizado caso a pessoa não tenha condições de lavar as mãos com água e sabão e se exponha a fatores de risco de contaminação, tais como andar de transporte público ou dirigir um veículo, ir a centros comerciais, ao fazer compras em supermercados, ao manusear dinheiro ou durante o trabalho”, orientou.

Para o álcool em gel se tornar um aliado no combate à pandemia, há recomendações de uso importantes. “Deve-se aplicar o produto na palma de uma das mãos e espalhá-lo pelas duas mãos. Em seguida, deve-se esfregar as palmas uma na outra, passando o produto no dorso das mãos e levando até o punho. É importante esfregar os dedos e a área entre eles. Caso a pessoa sinta necessidade e não disponha de água e sabão, pode-se utilizar o produto nos antebraços”, explicou o perito criminal.

O diretor do instituto também destacou que o álcool em gel não deve ser ingerido nem entrar em contato com mucosas. Outro cuidado necessário ao usar o produto é evitar proximidade com o fogo. “Embora em escala menor do que o álcool líquido, o álcool em gel é um produto inflamável e, em caso de mau uso, é perigoso. Por esse motivo, deve ser mantido fora do alcance de crianças, de fogo e de quaisquer fontes de calor”, afirmou.

“Higienizar as mãos com álcool pode causar queimaduras caso a pessoa entre em contato, logo em seguida, com uma fonte de ignição, como a chama de um fogão, por exemplo. Após utilizar o produto, deve-se aguardar a completa secagem das mãos antes de realizar qualquer atividade”, acrescentou Emerson Pinto de Souza. Caso ocorra algum acidente durante o uso de álcool em gel, a orientação é lavar a área afetada com água corrente. “Se puder mergulhar as mãos na água, melhor. Em seguida, deve-se procurar o socorro”, finalizou o especialista.

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