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Correio Braziliense

Máscaras produzidas por internos de penitenciárias são distribuídas no DF

Os itens, confeccionados nas oficinas de ressocialização promovidas pela Secretaria de Justiça e Cidadania, foram entregues na Feira Permanente do Cruzeiro


postado em 04/04/2020 10:25 / atualizado em 04/04/2020 10:50

Na próxima semana, serão enviadas máscaras para unidades socioeducativas, comunidades terapêuticas, entre outros locais vinculados à Sejus(foto: Divulgação/Sejus)
Na próxima semana, serão enviadas máscaras para unidades socioeducativas, comunidades terapêuticas, entre outros locais vinculados à Sejus (foto: Divulgação/Sejus)
As primeiras mil máscaras descartáveis produzidas pelos internos da Penitenciária do Distrito Federal (PDF 1) começaram a ser distribuídas na manhã deste sábado (4/4). A entrega ocorreu na Feira Permanente do Cruzeiro. Os itens, confeccionados nas oficinas de ressocialização promovidas pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), foram entregues pela secretária da pasta, Marcela Passamani, ao administrador da região, Cláudio Simões. 

''Estamos com a primeira remessa de máscaras pronta. São mil unidades que fizemos questão de entregar nas feiras para que elas possam funcionar em segurança e para que o cidadão saiba que o Estado está com eles neste momento'', disse a secretária. 

Na próxima semana, serão enviadas máscaras para unidades socioeducativas, comunidades terapêuticas, entre outros locais vinculados à Sejus. Outras secretarias estão com editais abertos para aquisições de máscaras, que poderão ser atendidos com produtos da oficina de costura realizada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), vinculada à Sejus.

A meta, segundo a pasta, é fabricar quase 3 milhões de unidades nos próximos dois meses para reforçar a prevenção contra o coronavírus no DF. A produção mensal é de 30 mil unidades, mas pode ser ampliada dependendo da demanda. A expectativa é abastecer o mercado com produtos mais baratos. Hoje, em meio à pandemia da Covid-19, a unidade da máscara custa em média R$ 4, enquanto os itens confeccionados pelos detentos poderão ser vendidos por R$ 0,45. 

Contrapartida 

De acordo com a secretária da Sejus, outro benefício dessa produção é contribuir para o processo de ressocialização dos internos. ''Temos 40 internos trabalhando nessa confecção e, dependendo da demanda, poderemos ampliar esse número para 80. Eles recebem bolsa, remissão da pena e um certificado de profissionalização'', explica Marcela. 

A bolsa paga aos detentos tem o valor de três quartos do salário mínimo. Parte do dinheiro fica com o reeducando, outra vai para a família e o restante é depositado em uma poupança para ser sacado no término da pena. A cada três dias de trabalho, o interno recebe um dia de perdão na pena. 
 
Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania 

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