Cidades

Caesb e UnB pretendem identificar a presença do coronavírus no esgoto do DF

A companhia e a instituição de ensino se reunirão para avaliar a possibilidade de monitoramento da Covid-19. As amostras serão analisadas nos laboratórios da universidade

A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e a Universidade de Brasília (UnB) se reunirão, na próxima segunda-feira (4/5), em reunião on-line, para avaliar a possibilidade de monitorar e identificar a presença do novo coronavírus no esgoto do Distrito Federal. 

A Caesb informou que a reunião foi solicitada pelo Departamento de Biologia Molecular e pelo Departamento de Engenharia Ambiental e Civil da UnB. A ideia é que a companhia monte um grupo para coletar amostras de esgoto nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), que serão analisadas nos laboratórios da instituição de ensino. 

Não há, ainda, confirmações sobre a presença do vírus no esgoto da capital. Por meio de nota oficial, a UnB esclareceu que tem três projetos, sendo dois deles específicos para o monitoramento do coronavírus em esgoto. Os respectivos projetos foram submetidos às agências de fomento a pesquisa.
 
“Os pesquisadores disseram que a instituição tem a infraestrutura para fazer as análises, mas dependem de recursos para os reagentes. Eles estão empenhados em captar recursos e comprometidos com os projetos”, informou a universidade. 

Detecção no Rio de Janeiro

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectaram a presença do novo coronavírus em cinco pontos distintos de esgoto de Niterói (RJ). No total, foram recolhidas amostras em 12 poços de visita de esgoto da cidade. O estudo consiste em verificar a presença do material genético do vírus nos esgotos a fim de acompanhar a disseminação ao longo da pandemia. 

A técnica tem sido usada em outros locais do mundo como instrumento de vigilância, permitindo detectar a doença mesmo em locais que ainda não tenham notificações de casos, conseguindo identificar infectados assintomáticos.