Diante da pandemia do novo coronavírus, a Casa Flor – unidade que acolhe mulheres vítimas de violência ou de extrema vulnerabilidade –, montou um espaço apropriado para receber quem apresentar sintomas da covid-19. A sala de atividades integrativas foi transformada em quarto com cinco camas, armários, ventiladores e toda a estrutura para acomodar a pessoa no período de quarentena.
Trinta mulheres estão acolhidas na casa de passagem, localizada em Taguatinga. Nenhuma delas apresentou sintomas da doença, no entanto, a gerencia do local se antecipou para uma possível situação. O novo espaço também servirá para receber novas mulheres que precisarem de proteção. Elas vão passar por um período de isolamento em relação as demais por cerca de 15 dias, como prevê a organização Mundial de Saúde (OMS), para que sejam observados sintomas e, assim, preservar a saúde das demais alojadas.
Nesta segunda-feira (11/5), a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, visitou a unidade para conhecer como funcionará o atendimento às possíveis vítimas da covid-19. “Essa é uma medida necessária e preventiva. Mulheres que ingressarem no serviço ficam aqui, mas recebem todo o suporte necessário”, explica a secretária, lembrando que os servidores estão orientados a tomarem os devidos cuidados de prevenção, higiene e distanciamento.
“No caso de alguém persistir com os sintomas, aciona-se imediatamente as equipes da rede de saúde para o devido atendimento”, completou a secretária Mayara Noronha, que foi acompanhada pela deputada distrital Júlia Lucy, que também responde pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa.
A Casa de passagem – Casa Flor foi fundada em 2008. O local conta com 12 quartos e tem capacidade pare atender até 35 mulheres em situação de violência ou extrema vulnerabilidade. Elas podem ficar na unidade por até três meses renováveis por igual período, e, em determinados casos, enquanto perdurar a necessidade de acolhimento.
* Com informações da Agência Brasília