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Correio Braziliense

"Nós ainda vamos chorar a morte de muitos dos nossos", diz Ibaneis

O governador participou de live promovida pelo Centro Universitário Iesb e comentou sobre isolamento social, capacidade do sistema de saúde e ensino


postado em 19/05/2020 21:35 / atualizado em 19/05/2020 21:41

Evento ocorreu com transmissão ao vivo pelo YouTube(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
Evento ocorreu com transmissão ao vivo pelo YouTube (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
“Nós ainda vamos chorar a morte de muitos dos nossos. O Brasil não estava preparado para isso. Não acredito de uma normalidade tão cedo, imagino que só no ano que vem", afirmou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) em evento on-line nesta terça-feira (19/5). De acordo com o chefe do Buriti, não adianta pensar uma perspectiva micro durante a pandemia. “Temos que pensar no retorno das atividades como um todo. Brasília é integração do país e nós precisamos de uma recuperação como um todo”, explicou. 
 
O governador participou da 12ª Semana Jurídica do curso de direito do Centro Universitário Iesb, em live no YouTube, acompanhado do reitor do Iesb, Edson Machado de Sousa Filho, e do professor da instituição e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha. A medição foi feita pela coordenadora do curso de direito da instituição, professora Any Ávila.  
 
Para Ibaneis, é natural que haja uma queda no número de pessoas em isolamento social na capital. O governador explica que a queda tem relação com a dificuldade na fiscalização. “Aqui no DF, nós estamos em 67 dias de medidas restritivas, então, chega um ponto que o isolamento social vai caindo naturalmente. Nós chegamos a ter 70% de isolamento social e ele caiu em 15 dias para 42%. Não existe fiscalização possível pela administração pública que você consiga manter as pessoas em casa. Então chega a um determinado ponto que você tem que adotar outras coisas. Partimos para a segunda etapa, que é a consolidação das medidas e dos esclarecimentos”, explicou Ibaneis.  

O governador reafirmou que o pico de contaminações está previsto para meados de julho e estimou que as atividades da rede pública de ensino voltem apenas no início de agosto, “com os cuidados necessários”. Além disso, segundo ele, é necessário acompanhar o comportamento do Entorno.
 
Ibaneis também esclareceu quais medidas o Governo do Distrito Federal (GDF) tem tomado para o enfrentamento da pandemia. “Nós fizemos parcerias para a distribuição em massa de máscaras para a população, conseguimos doações de milhares de litros de álcool em gel, estabelecemos um cronograma programado de abertura  (do comércio) com segurança e uma rede hospitalar capaz de suportar um agravamento”, citou. 

O crescimento do número de pessoas infectadas foi outro ponto abordado pelo governador. “Nós sabemos que vai ter um aumento no percentual nesses dias exatamente pelo fato de que essa doença agora está chegando às regiões mais pobres, mas a nossa rede de saúde está sendo ampliada”, garantiu Ibaneis. 

Ensino

“Esse é um momento de grande dificuldade para o ensino como um todo”, apontou Ibaneis. Ele esclareceu que o ensino público ainda é uma área que precisa de desenvolvimento. “Eu não estou parado. Estamos com quase 400 escolas sendo reformadas neste período de pandemia. Nós estamos colocando todo nosso aparato para trabalhar para dar condições e eu estou precisando cada vez mais expandir a quantidade de salas de aulas, porque eu vou ter que criar um distanciamento dos alunos e mudar toda a participação dos alunos dentro da sala de aula no início. Isso tudo é uma preparação que está sendo feita e são muitos recursos a serem investidos”, concluiu Ibaneis. 

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