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Operação investiga suspeito de revender peças ilegais em Taguatinga

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços do DF e do Entorno vinculados ao suspeito

Correio Braziliense
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postado em 20/05/2020 10:36
 (foto: Divulgação/PCDF)
(foto: Divulgação/PCDF)
Segundo a Polícia Civil, a loja não tinha autorização para funcionar e praticou crime de exploração ilegal de atividade econômicaA Polícia Civil deflagrou uma operação que investiga a revenda de autopeças ilegais no setor H Norte, em Taguatinga, na manhã desta quarta-feira (20/5). O dono de um estabelecimento especializado em caminhonetes, localizado na região, usava a loja como fachada para fraudar seguros, adulterando a numeração de motores a fim de acobertar a origem ilícita das peças.

No início desta manhã, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços do DF e do Entorno vinculados ao suspeito. Casa de compradores dos motores sem procedência também entraram na ação. A Operação Rédito é realizada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) e é um desdobramento da Operação Rota de Seda, deflagrada no ano passado, com foco no combate à indústria de revenda de autopeças ilegais.

Segundo a Polícia Civil, a loja investigada não tinha autorização para funcionar e, por isso, realizava exploração ilegal de atividade econômica. Assim, o dono do estabelecimento aproveitava a falta de fiscalização para atuar de forma irregular.
;A Corpatri está determinada em combater essa indústria do comércio de autopeças ilegais no DF. Sabemos que muitos entenderam a mensagem dada com a Operação Rota da Seda e cessaram suas atividades. Aqueles que ainda insistem, não tarde também acabarão na cadeia;, disse o delegado-chefe da Corpatri, André Leite.

Desde o ano passado, a Divisão de Repressão à Adulteração e ao Desmanche de Veículos (Dirad) da Corpatri tem adotado medidas repressivas no comércio ilegal de peças veiculares usadas, atestando que o setor é um dos fomentadores de roubos e furtos de veículos no DF. Para reforçar a fiscalização sobre as lojas, a Polícia Civil propôs ao Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) um termo de cooperação técnica dando ao órgão o poder de interdição e confisco de material irregular.

A partir das informações colhidas durante a operação realizada esta manhã, a investigação continua, em busca de outros possíveis envolvidos. Todos os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinais identificadores e estelionato.

Operação Rota de Seda

Na manhã de 30 de setembro de 2019, a Polícia Civil desarticulou uma organização interestadual especializada em roubo e furto de veículos para desmanche e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Rota da Seda. A Corpatri cumpriu 120 mandados de prisão preventiva, prisão temporária, buscas e apreensões.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso subtraia os carros para desmanche e enviava as peças para lojas do DF, em especial para lojas de autopeças no setor H. Norte, em Taguatinga, além de outros estados.

Lojas nos estados de Goiás, São Paulo e no Distrito Federal foram interditadas por suposto envolvimento na receptação e revenda de produtos roubados. As cidades de Campinas, Valinhos, Hortolândia, Indaiatuba, Brasília, Goiânia e Águas Lindas foram alvos da operação, deflagrada em conjunto com a Secretaria de Economia do DF, que disponibilizou 18 auditores fiscais para compor as equipes. Participam dos trabalhos 450 policiais com 100 viaturas e três aeronaves.

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