Cidades

Covid-19: testes em massa de trabalhadores do comércio podem ser suspensos

Depois dessa primeira etapa, em que todos os funcionários precisaram passar pela testagem para voltar ao trabalho, é possível que não haja nova ação daqui a 15 dias, como previsto inicialmente. Nova proposta, a ser avaliada, é de que os testes sejam feito só em quem apresente sintomas

Correio Braziliense
postado em 28/05/2020 19:43
Primeiro dia de testagem em massa de comerciários gerou filas no Sesc da 504 SulA testagem em massa gratuita de trabalhadores do comércio para covid-19 poderá ser suspensa. A expectativa dos empresários era de que a ação fosse mantida a cada 15 dias, para atender a decreto que condiciona a liberação do funcionamento dos shoppings, centros comerciais e outros estabelecimentos à realização de testes nesse intervalo.

Em reunião promovida nesta quinta-feira (28/5) por videoconferência, no entanto, entidades do setor econômico e o governo discutiram uma nova estratégia de testagem. O Correio apurou que, durante o encontro, foi sugerido o fim das testagens a cada 15 dias. “A ideia é fazer esse primeiro teste em massa em comerciários, que é o que está ocorrendo agora. Mas, depois, não terá mais”, disse fonte ouvida pela reportagem. 

Depois disso, quando o funcionário sentir algum sintoma do vírus, ele deverá ser encaminhado ao Serviço Social do Comércio (Sesc-DF) para ser submetido ao exame. Caso o resultado saia positivo, o comerciário seguirá para uma unidade da Secretaria de Saúde. Os testes são muito caros e, a princípio, quem ficaria responsável pela compra eram os empresários, mas eles alegaram que não tinham condições. Então, o GDF assumiu, mas tem dificuldades para manter a testagem de tantos pessoas, já que ainda oferece o serviço gratuito a toda a população que apresenta sintomas.

Cada teste custa em média R$ 100 e Brasília comporta um total de mais de 160 mil comerciários. Nesta sexta-feira (29/5), entidades se reunirão novamente com o GDF no Palácio do Buriti para bater o martelo sobre essa decisão.
 
A reportagem questionou a Secretaria de Saúde e aguarda retorno.

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