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Correio Braziliense

Covid-19: DF teve 178 enterros de pessoas com suspeita ou confirmação

Apesar da quantidade de sepultamentos, a Secretaria de Saúde contabiliza 132 óbitos, número menor do que o registrado no cemitério


postado em 29/05/2020 09:49 / atualizado em 29/05/2020 10:33

O velório de pacientes com coronavírus está proibido no Distrito Federal(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O velório de pacientes com coronavírus está proibido no Distrito Federal (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O Campo da Esperança, responsável pela administração de seis cemitérios do Distrito Federal, realizou sepultamento de 178 pessoas com suspeita ou confirmação da covid-19 entre 1º de março e 27 de maio. Entretanto, o número de vítimas contabilizadas pela Secretaria de Saúde é menor. Segundo levantamento mais recente da pasta, 132 pessoas faleceram devido à doença na capital. 
 
Em março, os cemitérios do Distrito Federal passaram por readequação para receber vítimas da covid-19. Uma das medidas estabelecidas nas unidades é de proibir os velórios e realizar apenas os sepultamentos. A prática foi adotada para evitar maior disseminação da doença. 
 
Além disso, ficou estabelecido que os velórios das demais vítimas não poderão durar mais de duas horas, além dos 30 minutos previstos para o cortejo. A regra também prevê limite máximo de 10 pessoas por capelas. 

Divergência 

Por meio de nota oficial, o Campo da Esperança ressaltou que a quantidade de sepultamentos não corresponde necessariamente ao total de casos registrados no DF. Isso acontece porque a empresa recebe demandas vindas de outras localidades. Portanto, vítimas de outros estados podem ter sido sepultadas na capital. 
 
A Secretaria de Saúde ressaltou que todos os casos com suspeita de covid-19 são monitorados diariamente pela equipe de Vigilância Epidemiológica. Além disso, a pasta ressaltou que a maioria dos óbitos por coronavírus fazem parte do painel de monitoramento. 
 
Ainda segundo a pasta, assim que a vigilância é notificada de morte suspeita de covid-19, o caso é analisado e verificado se a morte se deu realmente pela doença, com comprovação da amostra, ou se a causa não foi pela doença. 
 
“É por esse motivo que o número de certidões de óbito com suspeita de covid-19 sempre será maior do que o número que consta no boletim, pois cada caso suspeito é investigado e só entra o óbito confirmado”, esclareceu a pasta. 

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