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Correio Braziliense

Fundo de Apoio às Periferias arrecada quase R$ 20 mil para doações

Objetivo da ação é ajudar famílias em situação de vulnerabilidade, que perderam a fonte de renda devido à crise provocada pelo coronavírus. Ceilândia está entre as regiões assistidas


postado em 02/06/2020 21:28 / atualizado em 02/06/2020 21:31

Ceilândia é uma das regiões assistidas pela ação(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Ceilândia é uma das regiões assistidas pela ação (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
O Fundo de Apoio às Periferias, organizado pela ONG Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas), atingiu 83% da meta de R$ 20 mil, quantia arrecadada por financiamento coletivo. O objetivo da ação é ajudar famílias do Distrito Federal em situação de vulnerabilidade, que perderam a fonte de renda devido à crise causada pela covid-19. Ceilândia está entre as regiões assistidas pelo programa.

Até agora, o Ruas já doou 2,5 mil kits de limpeza e higiene, 908 cestas básicas, 200 vale-gás e 200 kits de legumes e hortaliças da agricultura familiar. Segundo o pedagogo e membro do Ruas Max Maciel, apesar de terem conseguido alcançar grande parte da meta, não é garantido que o grupo conseguirá todo o valor.

“A gente está vendo que, agora, falta dinheiro pra quem estava doando. As reservas acabaram, está muito delicada a situação”, disse. Segundo Max, o fundo já ajudou famílias em quase todas as regiões do DF. “Como o grupo é de Ceilândia, por si só este é o grande raio de extensão, mas temos tentado não sobrepor campanhas em outros locais. Por exemplo, Sol Nascente tem bastante gente apoiando, então lá a gente só fortalece as campanhas já existentes”, explicou Maciel.

O Fundo de Apoio às Periferias começou a partir de uma lista feito pelo grupo Jovem de Expressão, baseado em Ceilândia. “A gente tinha uma rede de fazedores da cultura na periferia que ia ficar à mercê nesse momento, que não ia ter condições de fazer nenhuma fonte de renda. Não estamos falando só de artistas, estamos falando da galera da técnica, que vai para o palco, os próprios ambulantes, quem é freelancer em caixa”, contou o pedagogo.

A partir daí, foi feita uma lista de ajuda que só cresceu. “A gente entregou para outras áreas que as pessoas não estão chegando muito, como QNR e o pessoal do condomínio Prive, que não se fala muito”, explicou Maciel.

Apesar de distribuir cestas básicas, o programa não acredita que a caridade é, simplesmente, a melhor forma de ajudar. “Estamos fazendo isso porque o momento está pedindo, mas nossa luta sempre foi por redução de desigualdades, por distribuição de renda e por acesso a oportunidades”, concluiu Maciel.

Para doar, acesse o link https://benfeitoria.com/apoieperiferiadf.
 
 
*Estagiário sob supervisão de Adson Boaventura 



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