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Correio Braziliense

Feminicídio: PM mata companheira em Ceilândia e tira a própria vida

Caso confirmado pelo Corpo de Bombeiros está sendo apurado pela Polícia Civil


postado em 06/06/2020 09:36 / atualizado em 06/06/2020 12:52

(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Um homem matou a companheira e tirou a própria vida, em Ceilândia Sul. O caso aconteceu neste sábado (6/6), por volta das 8h e está sendo investigado pela Polícia Civil. O Corpo de Bombeiros foi até o local e confirmou os dois óbitos.

O crime aconteceu na QNM 3. Uma perícia está sendo realizada nesta manhã para entender o caso. A Polícia Militar informou que o acusado era policial. Um irmão da vítima havia chegado na casa dela e se deparado com os corpos da mulher, Adriana Valéria Alves S. Oliveira, 46 anos, e do homem, Ricardo dos Santos Beserra, 42. 
 
O casal, em foto publicada nas redes sociais de Adriana (foto: Reprodução/Facebook )
O casal, em foto publicada nas redes sociais de Adriana (foto: Reprodução/Facebook )
 
Vizinhos disseram que ouviram barulhos de tiros pela madrugada. "Acho que ouvi uns três disparos, mas não sabia dizer se eram tiros mesmo ou outra coisa. Isso por volta das 3h da manhã. Quando amanheceu e a polícia apareceu, liguei as coisas", disse uma vizinha, que não quis se identificar.

Conhecidos também dizem que o casal tinha dois filhos juntos, de cerca de 9 e 4 anos, e o homem teria mais três filhos de outra relação. Segundo familiares, os dois se casaram em 2011, chegaram a passar por um divórcio, mas estavam juntos novamente. Ricardo já teria tido reações violentas antes. 
 
A mulher era dentista e faria uma cirurgia no irmão nesta manhã. Ele estranhou ela não ter comparecido no encontro combinado e foi até a casa dela, quando viu os corpos. 
 
Segundo pessoas que o conheciam, o policial militar havia pedido afastamento da corporação recentemente para tratar um quadro de depressão. A Comunicação Social da PMDF informou que Ricardo era loado no Departamento de Logística e Finanças e que ainda não possui informações sobre a existência ou não de afastamento médico. 

A Polícia Civil divulgou que os dois corpos foram encontrados em um quarto da casa, com manchas de sangue. A arma do crime, uma pistola calibre 40, também foi localizada. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi ao local, mas as vítimas não estavam com vida. Um vizinho e o irmão da mulher foram ouvidos pela Polícia Civil. 
 

Violência de gênero

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), cinco mulheres foram mortas por razão do gênero neste ano até o último levantamento, de 2 de abril. Os dados da pesquisa também mostram que o DF registrou 3856 casos de violência doméstica neste mesmo período. 
 
A Central de Atendimento à Mulher, o canal Ligue 180, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), levantou que o DF foi o segundo da federação a registrar, proporcionalmente, o maior número de denúncias de violência contra a mulher

Segundo o balanço com informações de 2019, as violações são multidimensionais, já que apresentam diferentes intensidades e podem acontecer de forma mútua. Um exemplo são as subdivisões da violência física em lesão corporal grave, lesão corporal gravíssima e lesão corporal leve.

Ajuda

Canais de ajuda para mulheres no DF:
Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul - Asa Sul
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar**
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350



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