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Vendedor de pamonha que aplicava golpes fez mais de 10 vítimas, diz polícia

O homem, identificado como Alef da Silva Moreira, de 27 anos, trafegava pelas vias da região dentro do carro anunciando a venda do alimento. No momento do pagamento, o criminoso visualizava a senha do cartão bancário da vítima e simulava problemas técnicos nas máquinas de cartão

Darcianne Diogo
postado em 10/06/2020 17:44
A polícia divulgou fotos do acusado, pois acredita que o mesmo tenha feito outras vítimas na cidadeMais três pessoas procuraram a 4; Delegacia de Polícia (Guará) para denunciar Alef da Silva Moreira, 27 anos. O homem vendia pamonhas pelas ruas do Guará e aplicava golpes após captar as senhas dos cartões dos consumidores no momento do pagamento. Até o momento, 11 clientes foram vítimas do criminoso, como informou o delegado à frente do caso, João Ataliba.

Investigações apontam que o suspeito trafegava pelas vias da região dentro do carro anunciando a venda de pamonhas. De acordo com o delegado, no momento do pagamento, o criminoso visualizava a senha do cartão bancário da vítima e simulava problemas técnicos nas máquinas de cartão. "Após isso, aproveitando-se do descuido do consumidor, ele (acusado) pegava a máquina sob o pretexto de consertar e, com o cartão da vítima inserido, utilizava a senha e realizava compras indevidas", detalhou.
O investigador ressalta que, após debitarem as quantias indevidas da conta dos clientes, os autores efetuavam as compras corretas, entregando o comprovante. O consumidor, no entanto, só percebia que tinha sido vítima de um golpe após verificar o extrato bancário. Além de Alef, a mulher dele e um amigo participavam da quadrilha.

Repercussão

Nas redes sociais, o caso gerou revolta. Em um grupo no Facebook composto por moradores do Guará, algumas pessoas reconheceram o criminoso após a reportagem ir ao ar. Uma mulher relatou ter sido vítima do golpe. ;Ele me passou o golpe. Eu comprei R$ 10 e ele passou R$ 100. Ficou por um tempo sem aparecer, quando ele passou falou que iria devolver (o dinheiro) e me deu um telefone de uma pamonharia. Mas nunca devolveu;, escreveu.
Muitas pessoas afirmaram que compravam frequentemente as pamonhas. ;Comprava aqui na QE 25. Acho uma pena se envolverem nisso. Perderam oportunidade de levar uma vida sem problemas;, relatou uma outra mulher.
Os autores foram interrogados e responderão em liberdade. Caso condenados podem pegar de um a três anos de prisão pelo delito de associação criminosa e de dois a oito anos por cada crime de furto mediante fraude perpetrado. A polícia divulgou a foto do acusado, pois acredita que ele tenha feito mais vítimas na cidade.

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