Cidades

Vídeo: homem preso acusado de atacar Ibaneis e o STF nega crimes

Na filmagem, cedida ao Correio, Renan Silva Sena, alegou que ''nunca fez isso''. Ele foi detido por policiais à paisana no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) na tarde deste domingo (14/6), após ser acusado de xingar o governador. Depois de assinar termo circunstanciado, ele foi liberado

Darcianne Diogo
postado em 14/06/2020 23:10
 (foto: Imagem cedida ao Correio)
(foto: Imagem cedida ao Correio)
Renan Silva nega ter ameaçado governadorEm apresentação de defesa aos advogados, Renan Silva Sena, o ativista acusado de xingar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), negou ter ameaçado o chefe do Executivo local (veja vídeo abaixo). O homem foi detido por policiais à paisana no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e foi liberado após assinar termo circunstanciado. Um vídeo gravado pela equipe do Correio mostra a ação da polícia.

A reportagem obteve acesso com exclusividade às declarações do manifestante. No vídeo, Renan alegou que a Polícia Militar o informou o tempo em que ele precisaria sair da Praça dos Três Poderes com o grupo na manhã deste domingo (14/6). ;Eles (policiais) me disseram que iriam fazer a retirada forçada minha e do grupo e que usariam gás de pimenta e lacrimogêneo e toda força necessária para cumprir essa ordem. Eles não me mostraram nenhum documento, apenas que o governador havia decretado uma ordem expressa de fazer a retirada à força;, afirmou.
O decreto assinado na noite deste sábado (13/6) pelo chefe do Buriti em que ele decreta o fechamento da Esplanada dos Ministérios de 00h até às 23h59 deste domingo, veio após a desmobilização do acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no local. No texto, Ibaneis cita "ameaças declaradas por alguns manifestantes" e a "demanda urgente" de "contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública".
Após a ordem de retirada dos policiais, Renan gravou um vídeo criticando a decisão do governador. ;Falei que eu entendia que é um governador bandido, que estamos em uma ditadura comunista, mas isso eu já venho batendo. E falei que tinha cobertura comunista do Judiciário, no caso os ministros do STF;, disse.

Questionado pelos advogados sobre a suposta ameaça as autoridades, Renan negou e disse que ;nunca fez isso;. Afirmou, ainda, que sempre se manifestou sozinho há dois anos, mas que, agora, ;motivado por uma indignação;, se reuniu ao grupo.

Como consta na ocorrência policial, agentes abordaram o veículo em que o acusado estava. A mulher, no entanto, não obedeceu ao comando para parar o carro. Após outra investida, ela parou e os policiais conseguiram tirar Renan do automóvel e colocá-lo na viatura. ;A condutora começou a seguir a viatura, mesmo com todos os avisos de que se tratava da Polícia Civil e que o homem seria conduzido para ser ouvido nesta delegacia. Durante o trajeto, a condutora expôs risco aos outros veículos, entrando em contramão diversas vezes;, diz o texto.

Segundo a PCDF, a mulher insistia em não obedecer a ordem da polícia e acabou colidindo na viatura. De acordo com a corporação, ela resistiu fisicamente a abordagem e foi necessário utilizar de spray de pimenta ;por cautela da integridade física dela e dos policiais;.

Liberação

Uma fonte policial informou ao Correio que nove advogados acompanhavam o caso, mas apenas cinco estiveram presentes no depoimento. A reportagem apurou que os advogados fizeram uma vaquinha para pagar a fiança estipulada no valor de R$ 1,5 mil para a mulher que conduzia o carro com Renan no momento da detenção.
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*Colaborou Sarah Peres

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