Cidades

Em vídeo, campanha do MPDFT e Sejus alerta para uso de expressões racistas

Peça faz parte da campanha contra o racismo organizada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e Secretaria de Justiça (Sejus)

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 19/06/2020 18:18
A campanha será veiculada em diversos canais de comunicação, como nos ônibus do DF.O racismo pode estar em muitos lugares, inclusive em expressões e termos usados cotidianamente, mas que são depreciativos e discriminatórios. Com o objetivo de sensibilizar a população para a questão, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejus), lançou vídeo para contribuir com a conscientização da população.

Desde 5 de junho, o MPDFT e a Sejus promovem essa campanha contra o racismo, que será veiculada em diversos canais de comunicação e nos ônibus do DF. A ideia é fortalecer o exercício da cidadania e estimular o engajamento da sociedade em ações relacionadas à diversidade de raça e de gênero.

Além de sensibilizar a população para a questão, a ação objetiva explicar conceitos relacionados à temática, como racismo estrutural, institucional e recreativo. As peças estimulam, ainda, atenção ao lugar de fala de pessoas envolvidas na situação e incluem depoimentos, vídeos e material para as mídias sociais.
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Racismo no DF

Pesquisa documental realizada em mais de 150 processos em que a denúncia foi oferecida pelo Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED) do MPDFT revela que, entre 2010 e 2016, o número de denúncias de crimes raciais subiu 1.190% no DF. O estudo faz parte do livro Acusações de racismo na capital da República, lançado em 2017.

Outros dados revelados pela pesquisa: o local em que há maior ocorrência de casos de discriminação racial é no trabalho da vítima (35%), seguida da via pública (18%) e da casa da vítima (12%). As ofensas mais usuais são expressões de equiparação a macacos (32%); ofensas relacionadas à desonestidade, como ;preto safado; (20,6%); e ofensas puramente depreciativas, como ;seu preto; ou ;neguinho; em contexto de outras ofensas (19%).

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