Cidades

PCDF e MPDFT miram contratos superfaturados no Iges-DF

Parte das irregularidades foram apontadas em Nota Técnica da Controladoria Geral da União (CGU), feita durante inspeção nos contratos do instituto em 2018

Hellen Leite
postado em 26/06/2020 10:20
Segundo a investigação, empresas eram vinculadas, de forma que não existia disputa real de preçosA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagram, nesta sexta-feira (26/6), uma operação que investiga supostas irregularidades em contratos firmados pelo Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF).

A Operação "Quarto Círculo" foi realizada com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), que apontou as irregularidades em uma Nota Técnica. Segundo o órgão, havia "diversos indícios de direcionamento visando a contratação da solução fornecida pela empresa contratada". O valor dos contratos e o prejuízo aos cofres públicos não foram divulgados pela Polícia Civil.

[SAIBAMAIS]Durante as investigações, a CGU descobriu que as empresas que participaram do chamamento público em julho de 2018 eram vinculadas, de forma que não existia disputa real de preços. "Ficou evidente o vínculo entre as empresas que participaram do certame a indicar a apresentação de proposta-cobertura, inexistência de disputa real de presos, visando contratação em sobrepreço, bem como combinação quanto ao vencedor do certame", indicou a CGU.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em residências e na empresa contratada em endereços de Brasília (DF) e Recife (PE). Os documentos devem auxiliar na apuração dos crimes de peculado, estelionato contra a administração publica e associação criminosa. A investigação ainda está em andamento e contou com o apoio operacional da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o termo "Quarto Círculo", que dá nome à operação, é uma referência ao local destinado aos gananciosos no livro Divina Comédia de Dante Alighieri.

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