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GDF vai contratar empresa para tratar chorume do Aterro Sanitário

A empresa contratada deverá tratar 705 mil metros cúbicos de chorume por ano

Correio Braziliense
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postado em 01/07/2020 15:07
 (foto: Foto: Arquivo/Agência Brasília)
(foto: Foto: Arquivo/Agência Brasília)

O valor estimado da licitação da nova empresa é de R$37 milhões para 12 mesesO Governo do Distrito Federal (GDF) abriu uma licitação para a contratação de uma empresa especializada que possibilitará o devido tratamento do chorume gerado pelo Aterro Sanitário de Brasília (ASB) e a Usina de Tratamento Mecânico e Biológico de Ceilândia (UTMB-P-Sul). A previsão é de que 705 mil metros cúbicos de chorume sejam tratados por ano. O valor estimado da licitação, feita na modalidade pregão (tipo menor preço), é de R$37 milhões para 12 meses.

Proveniente da composição de matéria orgânica, somado com a infiltração da água da chuva, o chorume é considerado um produto líquido tóxico. Uma vez não tratado, ele pode acarretar a contaminação do solo, rios e córregos.

Inicialmente, o chorume gerado no ASB era tratado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Em maio do ano passado, a instituição suspendeu o serviço alegando que o processamento dos resíduos prejudicava as instalações que não haviam sido planejadas para essa finalidade.

[SAIBAMAIS]Atualmente, o tratamento é realizado pela empresa Hydros Soluções Ambientais, via contrato emergencial assinado em 2019 e renovado em fevereiro deste ano. Até ser finalizada a contratação para novo tratamento, foram construídas lagoas para armazenamento do chorume tratado. O ASB gera, aproximadamente, 1.100 metros cúbicos de chorume por dia no período da seca, e 2.210 metros cúbicos por dia no período chuvoso. Atualmente, há no aterro dez lagoas que armazenam cerca de 77 mil metros cúbicos do líquido.

Além do devido tratamento do chorume armazenado, a nova contratação tem o intuito de dar a devida destinação ao líquido que está armazenado. Nesse cenário, apenas algumas das atuais lagoas seriam mantidas para alguma necessidade emergencial.

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